Reação Relógio

Neste tipo de reação ocorre a mistura de dois líquidos sem qualquer cor em um líquido com uma cor azul escura. Como é que é possível? Com uma reação relógio com iodo!

Esta reação pode ser feita em casa para que possa ver tal e qual como acontece. Vai precisar de ingredientes que já tem em casa ou que são super fáceis de obter. Os ingredientes são os seguintes:

  • Água destilada (idealmente, mas também pode utilizar água da torneira);
  • Copos de plástico;
  • 1000 mg de vitamina C (por exemplo, pastilhas de vitamina C ou mesmo uma solução em pó);
  • Tintura de Iodo numa concentração de 2% (pode comprar numa farmácia, drogaria, supermercado);
  • Peróxido de hidrogénio numa concentração de 3% (a conhecida água oxigenada);
  • Solução de amido (por exemplo, dissolver farinha maizena em água).

 

Depois é só seguir os seguintes passos:

  • Desfaça os comprimidos de vitamina C e dissolva-os em 50 mL de água. Esta será a “Solução Vitamina C”.
  • Juntar uma colher de sopa da “Solução Vitamina C” e uma colher de sopa de tintura de iodo num copo de plástico. Esta solução deve ser diluída com 50 mL de água. E passamos a chamá-la de “Solução A”.
  • Em outro copo de plástico, adicione 50 mL de água, 3 colheres de sopa de peróxido de hidrogénio e meia colher de sopa de amido. Dissolver tudo e esta passa a ser a “Solução B”.
  • Adicionar a “Solução A” à “Solução B” e alterar a mistura entre os dois copos.

A uma certa altura, a mistura que, inicialmente, é transparente passa a ter uma cor azul escura. Esta alteração ocorre bastante rápido e precisa estar bastante atento.

 

Quando misturamos as duas soluções (A e B) ocorrem duas reações químicas ao mesmo tempo.

Os iões iodeto reagem com o peróxido de hidrogénio para produzir iodo, que depois se tornará azul quando se encontra na presença do amido. Contudo, para que tal possa acontecer é necessária a presença de vitamina C para que esta possa consumir o iodo elementar. Assim, quando a solução não tem cor é porque ainda se verifica excesso de iodo elementar. Após, tal acontecer, a solução torna-se azul porque o iodo combina-se com o amido.

Para o ajudar a fazer a reação aí por casa, pode consultar o vídeo que se encontra a seguir!

Divirtam-se e até à próxima! 🙂

 

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UM POUCO SOBRE MIM

O Politécnico do Porto tem um rubrica intitulada “Um de Nós”. Esta é uma rubrica que procura mostrar um pouco mais sobre os rostos do Politécnico do Porto. Uma das pessoas escolhidas fui eu. Vejam o resultado:

QUANDO COMEÇOU A SUA LIGAÇÃO À ESCOLA?

A minha ligação há ESS começou em 2002 como equiparado a assistente para dar aulas práticas de Química.

COMO RECORDA OS PRIMEIROS TEMPOS NA INSTITUIÇÃO? 

Recordo que me confundiam muitas vezes com um aluno! Mas nos primeiros tempos andava com muitas dúvidas, Por um lado estava orgulhoso e contente por poder ensinar Química, por outro lado estava receoso de não ser competente o suficiente e se seria aquilo que eu queria fazer no futuro. Também tivemos problemas com as instalações, o que tornava tudo aquilo mais assustador. No entanto esses problemas ajudaram-me a conhecer melhor as pessoas e a aproximar-me delas. Foi uma espécie de Team Building.

O QUE TORNA O TEU TRABALHO ESPECIAL?

Ver os alunos a crescer e a formarem-se! É gratificante encontrá-los alguns anos depois e saber que estão a trabalhar e satisfeitos com esse trabalho!

O QUE TORNA ESTA ESCOLA ÚNICA?

  O ADN da escola, mas também a própria envolvência onde a Escola cresceu, os nomes que já teve e os próprios edifícios por onde passou.

O QUE MAIS MUDOU NESTES ÚLTIMOS ANOS?

Em termos de aulas: Comecei a dar aulas com recurso a acetatos/transparências,; atualmente, é sempre com powerpoint, e já vou tentando utilizar o vídeo para me preparar para o futuro.Em termos de contacto com os alunos: no início, o contacto era feito, essencialmente, no ambiente formal do gabinete; hoje em dia, o habitual é ser feito através de e-mail. Em termos de instituição: deixamos de oferecer apenas cursos de licenciatura de Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, já temos licenciaturas em Biotecnologia Medicinal, mestrados e até, embora em parceria, Doutoramentos.Enfim, a mudança tem sido constante.

APRESENTE UM EPISÓDIO MARCANTE? 

A criação da licenciatura de Biotecnologia Medicinal. A criação deste curso mostrou que se trabalharmos bem e em equipa, que se não desistimos à primeira contrariedade, nem à segunda, nem à terceira e que se formos à luta, de certeza que vamos ter sucesso.

UMA IDEIA PARA O FUTURO?

Tentar reduzir a burocracia e tentar aumentar a dinâmica entre as diversas Escolas do Politécnico.

 

 

Vacinar – sim ou não?

Vacinas… Este é um dos temas mais falados dos últimos tempos: devemos ou não vacinar as nossas crianças?

Para respondermos a fundo a esta questão é preciso estudar a fundo as vacinas, o que é e a sua função, como são feitas e como atuam, assim como os riscos e benefícios do seu uso. Este será basicamente o curso deste post.

Comecemos por uma definição de “vacina” – trata-se de um produto biológico que oferece imunidade adquirida como intuito de estimular o sistema imunológico tornando, assim, o organismo mais resistente a determinados agentes patológicos. As vacinas contêm ainda conservantes e estabilizantes para proteger os organismos de condições adversas (frio, calor, alterações do pH) ou aumentar o estímulo para a produção de anticorpos.

Quando um bebé nasce não possui todas as defesas necessárias para combater infeções, assim, as vacinas ajudam na estimulação do sistema imunológico do organismo. Tal ajuda a que o bebé possa crescer saudável e ter um desenvolvimento adequado.

O Ministério da Saúde Português tem um plano de vacinação atualizado e que pode ser consultado aqui.

A principal contraindicação para a vacinação é uma reação alérgica que já tenha acontecido anteriormente; esta é caraterizada por edema, urticária, broncoespasmos ou mesmo um choque anafilático que ocorrem imediatamente ou nas primeiras horas após a vacinação. Estes casos são extremamente raros (ocorrem em 1 em cada 100 000 pessoas). Podem também ser contraindicado em pacientes com imunodeficiência ou pacientes que tenham feito um transplante de medula, contudo, estas opções DEVEM ser discutidas com o respetivo médico.

Pode ainda ser recomendável adiar a vacinação, caso o paciente tenha uma patologia aguda que coloque o seu estado em risco.

O próximo vídeo explica como a vacinação ocorre:

 

A vacinação é um dos atos mais importante para nós e para os que vivem à nossa volta. Eu sou pela vacinação!

Efeito Mpemba

Acredita que se aquecer a água primeiro, ela poderá congelar mais rapidamente? Não? Bem, não será o único; este fenómeno não tem uma explicação válida e ainda confunde uma grande parte da comunidade científica.

O efeito é conhecido desde a Antiguidade, sendo descrito pela primeira vez por Aristóteles, mas apenas em 1963 foi descrito em mais pormenor por um estudante de secundário – Erasto Mpemba. Tudo aconteceu por acidente, Mpemba e os restantes colegas estavam a tentar fazer gelado durante uma das suas aulas; infelizmente, Mpemba não foi rápido o suficiente para deixar o líquido arrefecer antes de este ser colocado no congelador. Contudo, o seu líquido congelou mais rapidamente do que o dos restantes colegas. Impressionado com o que aconteceu, Mpemba contou à sua professora, mas ela apenas lhe disse que não terá percebido bem aquilo que realmente aconteceu e que é impossível tal acontecer.

Mpemba lutou para mostrar este efeito ao maior número de pessoas possíveis e tentar explicar como ocorre. Encontrando várias possíveis razões:

– como a água quente evapora mais rapidamente, sobrando um volume menor de água para congelar;

– diferentes concentrações de solutos (como dióxido de carbono, que evapora quando a água é aquecida).

O grande problema é que este efeito não ocorre em todas as situações; tal apenas acontece quando dois recipientes com forma e quantidade de água semelhante são arrefecidos da mesma forma. Por exemplo, quando uma amostra de água quente se encontra a 90ºC e a amostra de água fria se encontra a 18ºC; sendo ambas arrefecidas da mesma forma; a amostra de água que inicialmente se encontra a 90ºC irá congelar mais rapidamente.

Para além de um efeito, esta é uma maravilhosa história de superação e comprova que todos nós, independentemente do nível escolar ou idade, podemos ser cientistas. A explicação deste fenómeno partiu de alguém que apenas se encontrava no ensino secundário e tal não o impediu de o fazer.

A única coisa certa acerca deste fenómeno são os efeitos maravilhosos que proporciona quando realizado em ambientes bastante frios. Querem ver?

Divirtam-se com o vídeo seguinte! 😊

MathGurl

Olá,

Provavelmente já ouviram falar da MathGurl, mas ouvirem mais uma vez não faz mal nenhum!

MathGurl é a um canal de YouTube que fala de matemática de maneira divertida e com sotaque vimaranense!

A autora do canal é a Inês Guimarães, estudante de matemática da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e mostra a matemática à maneira dela! Sigam o canal:

Vejam aqui algumas reportagens sobre a MathGurl:

À Inês só me resta desejar a continuação de excelente vídeos!

Bolhinhas, muitas bolhinhas…

Da saga a cozinha é o melhor laboratório do Mundo, desta vez veremos como bicarbonato de sódio e vinagre reagem.

A forma mais fácil de atrair a reação de uma criança em ciência é falar em bolhinhas; e neste caso, quantas mais melhor.

Encha uma palete de gelo com vinagre e diferentes corantes, coloque no congelador até que fique completamente congelado. Depois é só colocar os vários cubos num prato e espalhar o bicarbonato de sódio misturado com água em cima deles.

Podem ver pela imagem é muito fácil de os entreter com esta experiência. Website: Teaching Momma

Tal funciona desta maneira porque quando estes dois ingredientes estão juntos ocorrem duas reações químicas: a primeira, é um ação ácido-base que dá origem ao ácido carbónico e ao acetato de sódio; contudo, rapidamente o ácido carbónico inicia uma reação de decomposição dando origem a dióxido de carbono (o que explica o surgimento de todas as bolhas) e água.

Experimentem por aí e digam-nos como correu!

Divirtam-se! 😊

Pasta Rocket

Quem precisa de um laboratório XPTO da NASA, quando tem uma cozinha em casa?

Uma das coisas que podemos fazer na cozinha é um rocket recorrendo apenas a massa, um frasco de vidro, água oxigenada/peróxido de hidrogénio (como lhe quiserem chamar) e um pouco de fermento.

A “receita” segue já a seguir:

😊 Fazer um furo na tampa do frasco de vidro;

😊Encher ¾ do frasco de vidro com água oxigenada;
😊 Colocar 4 pitadas de fermento no frasco e mexer para misturar;

😊Colocar a tampa no frasco;
😊 Colocar massa tubular mesmo por cima do buraco que está na tampa;

😊 Aproximar um fósforo aceso ao topo da massa;

😊 Divirta-se com o espetáculo!

 

A mistura entre a água oxigenada (3% V/V, normalmente aquela que compramos) e o fermento faz com que exista um fluxo constante de oxigénio, que é essencial para que a chama se mantenha acesa. Tal ocorre porque o fermento contém uma enzima que catalisa a produção de oxigénio.

A massa, sendo um carboidrato complexo, atua como combustível improvisado.

Vejam no vídeo seguinte como fica.

 

Divirtam-se por aí e digam-nos como correu!

Arco-Íris num Frasco

A ciência ajuda-nos a perceber o que nos rodeia, mas apenas faz sentido se o fizermos com alegria. E mais do que um trabalho, também pode ser uma brincadeira. Um desses exemplos é a construção de um arco-íris que pode acontecer mesmo à nossa frente.

Tudo o que precisam podem encontrar numa loja bastante perto de vocês ou quem sabe já tenham estes ingredientes aí por casa.

A lista é a seguinte:

🙂 1 recipiente de vidro alto;

🙂 Detergente da loiça azul;

🙂 Azeite;

🙂 Álcool;

🙂 Amido dissolvido em água;

🙂 5 corantes de cores diferentes;

🙂 5 colheres para efetuar as misturas;

🙂 5 recipientes mais pequenos para as pequenas misturas.

 

No final, deverão obter um recipiente em que todos os líquidos se encontram devidamente separados. Afinal de contas, a ciência também tem formas divertidas de aprender. Toda esta diferença entre os vários líquidos acontece porque todos eles têm diferentes densidades. Assim, os que têm uma maior densidade – e consequentemente pesam mais – ficam nas camadas mais baixas. Ou seja, os líquidos menos densos situam-se no topo da coluna dos líquidos.

 

Experimentem por aí e digam-nos como é que correu!

 

Até à próxima!

Reitoria recebe a 2ª Gala de Aniversário PubhD Porto e destaca comunidade de estudantes internacionais

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O PubhD Porto completa dois anos de actividade e há festa na Reitoria da Universidade do Porto, para celebrar a Ciência. O encontro está marcado para o dia 31 de Janeiro, às 18h, no Salão Nobre e contará com a presença de Pedro Rodrigues, Vice-Reitor para a Investigação, inovação e internacionalização, de Maria de Lourdes Fernandes, Vice- Reitora para a Formação, organização académica e relações internacionais e de Fátima Vieira, Vice- Reitora para a Cultura, Uporto Edições e Museus.

A 2ª Gala de Aniversário do PubhD Porto destaca a comunidade internacional de doutorandos nas instituições de ensino superior do Porto. Engenharia Civil, Comunicação e Media Digitais e Medicina e Oncologia Molecular são as três áreas apresentadas ao público por três estudantes de doutoramento. Diego Calvetti, doutorando em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)  vem falar-nos sobre como melhorar e monitorar a produtividade de trabalhadores de construção civil. Para sabermos mais e quais as últimas tendências em vídeo participativo, storytelling e literacia mediática, teremos Dorneles Neves, do programa doutoral em media digitais,da FEUP. Naiara Neves, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), traz-nos o tema da Saúde oral, mais concretamente sobre perda dentária, hiperfosfatemia e variação do FGF 23 em pacientes com insuficiência renal crónica.

Esta edição contará ainda com um momento musical protagonizado por duas alunas da Academia de Música de Vilar do Paraíso, Helena Lopes e Inês Francisco que apresentarão peças tocadas em harpa.

O PubhD (pub de bar e PhD de doutoramento) é um movimento internacional de divulgação de ciência que surgiu em Nottingham (2014) e chegou a Portugal em 2015 (Lisboa). Por iniciativa de três investigadores de instituições de ensino superior do Porto, Filipa M. Ribeiro, Nuno Francisco e Ricardo Ferraz, esse movimento chegou à cidade do Porto em Janeiro de 2017 com o objectivo de dar voz à investigação dos jovens cientistas e divulgar, de forma criativa e informal, a investigação científica mais actual. O PubhD Porto tem uma frequência mensal, acontecendo sempre na última quinta-feira de cada mês.

Mais informações:

https://www.facebook.com/PortoPubhd/
https://pubhdporto.wordpress.com/

O Scientificus é um projecto de promoção da cultura científica, procurando aproximar a Ciência dos Cidadãos. Este projecto pretende ser um espaço independente, inovador, empreendedor e dinâmico de divulgação da Ciência.