O Café Liofilizado e a Nucleação das Nuvens

À primeira vista não existe relação entre o café liofilizado e a nucleação das nuvens, contudo, se olharmos, com mais pormenor para o processo de formação destes dois fenómenos observamos que são semelhantes.

Sob determinadas condições de pressão e temperatura, as substâncias encontram-se nos diferentes estados físicos: sólido, liquido e gasoso. O exemplo mais comum é a água, que podemos encontrar, na Natureza, nos três estados físicos, o que não se verifica na maioria das substâncias. È possível fazer com que uma substância passe de um estado físico para o outro variando os valores de pressão e temperatura. Das diferentes transições de estado físico, a sublimação é a menos familiar. A sublimação é caracterizada pela transição de uma substância do estado sólido para o estado gasoso, sem passar pelo estado líquido.

A sublimação é o processo que está por detrás da formação do café liofilizado e da nucleação das nuvens.

O processo de liofilização tem como principal objectivo obter-se café com elevada qualidade. Para tal, congela-se o café acabado de fazer e em seguida coloca-se o café congelado num recipiente sob vácuo de forma a extrair o ar. O vácuo vai provocar a sublimação do gelo, que assim que seja removido permite que o café liofilizado possa ser empacotado.

A liofilização tem uma vantagem importante relativamente a outros métodos de processamento de café instantâneo que é a manutenção do seu aroma, facto que não se verifica quando o café é seco por aquecimento prolongado.

Nucleação das Nuvens

A influência do Homem na Natureza é cada vez maior, procurando, nos últimos anos, aumentar o seu raio de acção para o campo das condições meteorológicas. Neste sentido, têm sido feitas tentativas para mudar o tempo em determinadas regiões. A influência do ser humano ainda é limitada, uma vez que, não é possível transformar dias cinzentos e chuvosos em dias de Sol muito intensos, mas é possível induzir uma chuvada a partir de um céu nebuloso. As nuvens apresentam na sua constituição pequenas gotas de água, que só se podem agrupar para formar gotas de chuva se existirem núcleos nas nuvens. Os núcleos são pequenas partículas onde as gotas de água colidem entre si de modo a formarem gota de chuva, num fenómeno designado por coalescência. Os cristais de gelo que podem actuar como núcleos para a precipitação deveria formar-se a 0ºC, contudo, devido ao sobrearrefecimento só se formam a -10ºC. Para promover artificialmente a formação destes cristais de gelo, é disperso pelas nuvens gelo seco granulado, nome pelo qual é conhecido o dióxido de carbono sólido. Posteriormente, este dióxido de carbono sólido vai converter-se em dióxido de carbono gasoso por sublimação. Este processo envolve a absorção de calor vizinhança o que tem como consequência a diminuição da temperatura nas nuvens e consequente formação de cristais de gelo que poderão induzir a queda de chuva.

Apesar de pouco conhecida, muitos de nós assistimos ao processo de sublimação, quando procuramos que a traça não ganhe terreno em nossas casas e a combatemos com naftalina.

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