Barriga de cerveja

Durante toda a vida ouviu-se dizer que beber cerveja faz crescer a barriga, a vulgarmente designada “barriga de cerveja”. O aumento da diversidade de cervejas ao dispôr num local próximo de si, faz pensar que as “barriguinhas” vão aumentar contudo, um conjunto de especialistas veio recentemente demonstrar que não existe relação directa entre o álcool e a aumento da barriga.

O mito acabou! Os 65 litros de cerveja que um habitante bebe em média, em Portugal, rapidamente irão ser superados. Apesar de não ser consensual para a maioria dos especialistas, estes acreditam que não há fortes evidências entre o aumento do tecido adiposo da zona abdominal e a ingestão excessiva de etanol.

Mas, este estudo refere ainda que a ingestão moderada deste bebida traz benefícios para a saúde, uma vez que ajuda a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e osteoporose.

A cerveja é constituída por cevada maltada, alguns cereais não maltados, lúpulo (planta com reconhecidas propriedades anti-oxidantes) e água, uma receita rica em sais minerais e vitaminas. Um dos compostos que melhor fazem à saúde segundo os investigadores é o xanto-humol presente na composição do lúpulo. Esta substância protege a lipoproteína de baixa densidade do sangue da oxidação, ou seja, previne o mau colesterol e revelou propriedades anti-cancerígenas. Por outro lado, a presença do silício, que podemos encontrar na cerveja, em altas concentrações, e facilmente bio-disponível promove a mineralização dos ossos, combatendo as neoplastias e a osteoporose.

Apesar de apenas recentemente ser ter procurado desmitificar a ideia da barriga de cerveja, procurando outros responsáveis, como a falta de exercício ou hábitos de consumo de tabaco, a verdade é que esta bebida, muitas vezes subvalorizada relativamente ao vinho, já existe há milhares de anos.

A produção de cerveja remonta ao ano de 8.000 a.C. em povos como os Sumérios, Babilónios ou Egípcios. A cerveja foi desenvolvida paralelamente aos processos de fermentação de cereais e difundiu-se com as culturas de milho, centeio e cevada nas antigas sociedades. É de referir ainda que a palavra cerveja, na história da língua é uma palavra de origem celta, sendo uma bebida que se consumia por altura de Natal e à qual se adicionava mel.

Esta bebida é obtida por fermentação alcoólica, mediante leveduras seleccionadas do género Sacharomyces, de um mosto preparado a partir de malte de cereais, principalmente cevada, e outras matérias-primas amiláceas ou açucaradas, ao qual foram adicionadas flores de lúpulo ou seus derivados e água potável.

A levedura é um fungo unicelular, do género Saccharomyces, que se adiciona ao mosto lupulado depois de arrefecido como agente da fermentação alcoólica. Esta transformação, dá também origem à formação dos produtos secundários responsáveis pelas características finais da cerveja (alcoóis aromáticos, ésteres, etc.). A levedura utilizada desempenha, pois, um papel fundamental na definição final da cerveja.

Apesar deste estudo ser ainda polémico na comunidade científica, começam já a ser colocadas várias questões relativamente a este tema. Ficamos com a seguinte para reflectir: Será possível incluir a cerveja na roda dos alimentos?

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