Por que é que o fogo é quente?

Do século VII ao século XVII, primeiro no Império muçulmano e depois na Europa, as pesquisas sobre a água da juventude, o elixir, a panaceia e a pedra filosofal, substâncias universais capazes de operar uma transmutação do ser ou da matéria (por exemplo, transformar o chumbo em ouro), tinham ocupado os alquimistas, os quais, nas suas pesquisas, tinham descoberto, mais ou menos acidentalmente, um grande número de elementos e compostos químicos. Cerca dos finais do século XVII, graças sobretudo aos trabalhos do químico irlandês Richard Bole e do químico francês Nocivas Lémery, a química, baseada em métodos experimentais, tomou gradualmente o lugar da alquimia, que caiu pouco a pouco em desuso.

A partir desta época a química ganha um estatuto diferente e começam a surgir trabalhos científicos com grande qualidade, em especial na área das reacções químicas.

Um dos objectivos da química é o estudo das reações químicas. Estas consistem na criação de compostos de elementos, na transformação de vários compostos para criar substâncias novas ou na decomposição nos seus elementos.

As reacções químicas manifestam-se de  maneiras tão diferentes quanto são as pequenas e sucessivas explosões do motor de um automóvel ou o processo que se dá, em absoluto silêncio, nas células dos seres vivos.

Uma notável característica das reações químicas é a geração de calor, mais corretamente, a elevação da temperatura. Qualquer pessoa já verificou que, ao queimar carvão, madeira ou vela, a temperatura se eleva. Mesmo quando as chamas não são visiveis, pode-se dar um aumento da temperatura, tanto das substâncias de reação, como do ambiente. Se se verter água sobre a cal viva, forma-se hidróxido de cálcio, podendo elevar-se, deste modo, a temperatura ao ponto da água ferver.

Uma outra característica nas reacções químicas é o aparecimento de chama. A chama é formada pelo gás luminiscente produzido aquando a combustão de materiais/elementos inflamáveis. Este conceito de elemento inflamável teve a sua primeira aparição no século XVIII, quando a química admitia uma estranha teoria proposta por um químico alemão Georg Stahl e segundo a qual, os corpos inflamados continham um “elemento Inflamável” chamado “flogístico”. Segundo esta teoria, quanto mais viva fosse a combustão de um corpo mais flogístico esse corpo continha. Alguns corpos, contudo, como o enxofre e o fósforo, tornavam-se mais pesados após a combustão, o que obrigava a supor que os logísticos tinham um peso negativo

Foi o químico Lavoisier que demonstrou, em 1722, que um gás, a que chamou “oxigénio”, se combinava quimicamente com os corpos que ardem ou se oxidam, o que provocou o abandono da teoria do flogístico.

Este tipo de reações químicas, que promovem a libertação de calor, são apenas algumas das reações que existem na natureza…

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