George Mendel

George Mendel foi um monge católico da Ordem de Santo Agostinho, nascido na cidade de Heinzendorf, Áustria, na altura, parte do Império Austro-Húngaro e atual República Checa.

Depois de ser ordenado sacerdote, mudou o nome para padre Gregório, como é conhecido mais popularmente. Na sua formação científica devemos contar os três anos de estudos da matemática, física e ciências naturais que o monge realizou na Universidade de Viena, o que fez com que tivesse a possibilidade de realizar experiências que culminaram na enunciação das leis da hereditariedade. Mendel realizou os seus trabalhos de investigação na abadia de São Tomás, onde exerceu o sacerdócio. Entrou como frade agostiniano em 1843, no convento dos agostiniano de Brno, e em 1847 foi ordenado sacerdote. Em 1865, Mendel apresentou os seus trabalhos à Sociedade de História Natural de Brno. Um ano mais tarde, em 1886, foram publicados sob o título Experiências sobre Hibridação de Plantas. Mas os seus resultados foram ignorados por completo, e passaram mais de trinta anos até que fossem reconhecidos pela comunidade científica.

As atividades experimentais com cruzamentos de diferentes espécies de ervilhas permitiram ao “pai da genética”, como também é conhecido popularmente, formular as leis da genética ou “leis de Mendel”, cuja aplicação ajudou a descrever e compreender os mecanismos que permitem a hereditariedade nas espécies.

No entanto a suas leis foram ignoradas pela comunidade científica até inícios do século XX, quando três importantes botânicos chegaram às mesmas conclusões por diferentes caminhos.

Um desses cientistas, que tirou o trabalho da sombra, foi Hugo De Vries. Por volta de 1896, este botânico holandês chegou às mesmas conclusões que Mendel sobre o comportamento dos caracteres dominantes e recessivos, embora alguns digam que na realidade De Vries não compreendeu a magnitude das suas descobertas até que as comparou com o texto de Mendel, publicado 30 anos antes. Ainda que na primeira publicação do seu trabalho lhe tenha tirado todo o mérito, mais tarde reconheceria que Mendel se teria adiantado. O interesse de Gregor Mendel pela investigação científica manteve-se intacto ao longo de toda a sua vida. De tal maneira que continuou a trabalhar na criação e cruzamento de abelhas com o objetivo de reforçar as suas teses e alargar as suas hipóteses.

No entanto, e apesar dos seus esforços, com esta atividade não conseguiu resultados da mesma importância dos que havia conseguido mediante as suas experiências com as plantas de ervilhas. A isto devemos acrescentar que, nos últimos anos, teve de deixar os estudos para segundo plano, pois em 1868 foi escolhido como abade do seu mosteiro, uma nomeação que exigiu a maior parte do seu tempo e das suas energias. Faleceu, 16 anos após esta nomeação em Brno.

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