O sistema Endócrino (I)

O nosso corpo é formado por um grande número de órgãos. São todos diferentes e todos têm funções diversas. Contudo funcionam todos de forma coordenada. Vamos tentar compreender como é que os diferentes órgãos do corpo humano se articulam uns com os outros.

Como comunicam os órgãos?

O fígado, os rins, o intestino por exemplo, são órgãos muito diferentes mas que funcionam de forma coordenada. O fígado tem como principal função o metabolismo dos nutrientes de forma a que eles possam ir para o resto do organismo para produzir energia. Ele também elimina algumas substâncias tóxicas resultantes desse metabolismo. Os rins têm a função de filtrar o sangue eliminando por um lado aquelas que estão em excesso e por outro elimina outras substâncias tóxicas produzidas durante o metabolismo dos órgãos, nomeadamente os compostos azotados, o sal, o cálcio entre outros. O intestino tem a função de absorver os nutrientes que entram na circulação para irem ao fígado e de eliminar os produtos excretados pelo fígado através da bile.  Ou seja, estes três órgãos que conheces bem, funcionam como um circuito em rede.

Mas como é que eles comunicam? Como é que o fígado sabe que tem de processar os nutrientes porque é necessária energia, por exemplo quando estamos com fome/jejum ou como é que ele sabe que os nutrientes estão em circulação e que por isso podem ser armazenados para mais tarde?

A resposta é simples, mas os conceito é complexo. Os órgão comunicam entre si mediante sinais químicos aos quais chamamos hormonas. As hormonas são libertadas por órgãos aos quais chamamos glândulas. As glândulas no seu conjunto constituem o sistema endócrino.

As glândulas do sistema endócrino são muitas, mas vamos referir apenas as principais.

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O cérebro é o órgão que controla o sistema nervoso. No entanto, possui muitas estruturas que controlam o sistema endócrino. Tais estruturas incluem o hipotálamo e a hipófise ou glândula pituitária. Estas estruturas constituem o principal eixo regulador endócrino, o eixo hipotalâmico-hipofisário. No cérebro existe ainda outra glândula do sistema endócrino a epífise ou glândula pineal.

Ao nível do pescoço temos outras importantes glândulas, a tiroide que se situa em frente à traqueia na  e 4 ou 6 paratiróides que se situam na parte de trás na tiroide embebidas nesta.

Finalmente, na região abdominal temos as restantes glândulas endócrinas. O pâncreas, as supra-renais e as gónadas masculinas (testículos) e femininas (ovários).

As hormonas são substâncias químicas como pequenas proteínas ou moléculas lipídicas que são secretadas pelas glândulas endócrinas, que viajam na corrente sanguínea e vão atuar à distância nos seus órgãos alvo.

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As hormonas reconhecem os seus alvos porque eles possuem à superfície da célula recetores que interagem especificamente com a hormona. Cada hormona possui os seu conjunto de recetores com os quais atua. Apesar de tipicamente cada recetor só reconhecer um tipo de hormona, uma hormona pode ser reconhecida por vários recetores diferentes. Isto explica porque algumas hormonas têm efeitos diferentes em diferentes órgãos ou em diferentes células do mesmo órgão.

Função das hormonas

A sua função é essencialmente exercer uma ação reguladora indutora ou inibidora em outros órgãos ou regiões do corpo desempenhando um papel essencial no equilíbrio do organismo. Em geral atuam devagar mas por muito tempo, regulando o crescimento, o desenvolvimento, a reprodução e as funções de muitos tecidos, bem como os processos metabólicos do organismo.

Proximamente iremos abordar algumas funções e distúrbios do sistema endócrino. O próximo capítulo capítulo abordará o crescimento e principais doenças do crescimento.

GLOSSÁRIO:

Metabolismo – conjunto de reações químicas da célula. Inclui mecanismos catabólicos e anabólicos. A nível celular o catabolismo é a quebra das macromoléculas até aos seus componentes elementares, como as aminas, dióxido de carbono e água. A nível celular o anabolismo é a formação de novas macromoléculas a partir de componentes mais pequenos. Ao nível dos órgãos e tecidos, o catabolismo pode ser visto como a diminuição de massa tecidular e o anabolismo como o aumento de tamanho desse tecido.

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