Árvores

As árvores atuais são simultaneamente velhas e novas no sentido evolutivo. Descendem das primeiras plantas terrestres, porém todas são representantes dos seus agrupamentos. Algumas são vistas como “antigas” porque pertencem a grupos que foram mais abundantes em eras geológicas passadas e estão quase ou totalmente extintas, como algumas coníferas. Mas nenhuma delas é idêntica às suas antepassadas do Jurássico ou Cretácio de há 100 milhões de anos. Esta miríade de plantas teve como consequência natural a necessidade de criar uma nomenclatura própria para os nomes dados às árvores que dependem da sua classificação: e esta depende da variabilidade entre elas. Esta última parte pertence ao domínio da ciência – descobrir o que existe realmente – e quais são os graus de semelhança ou diferença entre as árvores. Assim que estes padrões de variação são estabelecidos, através de trabalhos de campo e laboratorial e da análise estatística definem-se agrupamentos de indivíduos que mais se assemelham uns aos outros, designados por espécies. A seguir, definem-se grupos de espécies conhecidos por géneros; e assim por diante, ao longo da classificação mais abrangentes como a família e a subdivisão. A atribuição de nomes é a última, e cientificamente menos importante, parte da taxionomia, a disciplina que engloba estas atividades. Na taxionomia vegetal, os nomes são baseados no latim ou no grego latinizado, uma prática antiga na botânica europeia lançada pelo taxionomista sueco Lineu em meados do século XVIII. Lineu deu a cada espécie um binómio composto pelo nome do género seguido por um “epiteto específico”. Assim, no género Pinus temos a espécie Pinnus pinaster. As classificações botânicas são hierárquicas. Uma espécie pertence a apenas um género, o género a apenas uma família, uma família a apenas uma ordem, e assim por diante.

Por detrás desta panóplia de espécies de árvores está o clima, uma vez que é este o fator mais importante na definição do tipo de vegetação. Cada uma das espécies de árvores está adaptada a certas condições climáticas. A tolerância climática de uma árvore é sobretudo fisiológica, dependente da química e da física das células vivas e da seiva que trocam entre si, embora as estruturas anatómicas sejam igualmente importantes. Esta tolerância evoluiu ao longo de milhões de anos e não se altera com facilidade, por exemplo, por reprodução seletiva. Por exemplo, as árvores de climas frios não prosperam em climas quentes, nalguns casos morrendo com as primeiras ondas de calor estival – embora seja mais frequente não produzirem flores nem frutos, devido à ausência das mudanças sazonais necessárias para desencadear o rebentar das folhas, a floração ou frutificação. Acresce a este facto que a distribuição geográfica de uma espécie arbórea não é determinada apenas pela tolerância climática. São muitos os fatores que podem concorrer para a distribuição geográfica seja reduzida, dos quais o mais evidente é a existência de barreiras, como oceanos ou cordilheiras montanhosas. A distribuição atual resulta de um complexo historial de acontecimentos que se estende por muitos milhares ou milhões de anos, à medida que as espécies iam disputando o espaço entre si, o clima mudava e a superfície da Terra sofria alterações, como a elevação do terreno, a erupção de vulcões e o aparecimento de glaciares, criando novas barreiras.

Apesar de ser uma presença habitual no ambiente que nos rodeia, a árvore, mesmo a mais vulgar, merece ser contemplada… Faça esse exercício…. Tente avaliar o peso, a altura, a envergadura da copa, padrão de ramificação trono em ramos principais, ramos secundários, raminhos, folhas e verá que vai ficar surpreendido…

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