A vida nos estuários

A vida nos oceanos estende-se desde a mais pequena bactéria até à baleia-azul, o maior ser vivo que alguma vez viveu na Terra. Uma observação dos grupos de plantas e animais marinhos revela uma abundância de espécies, com adaptações únicas aos seus habitats oceânicos.

Um desses habitats são os estuários, que se podem caracterizar por locais onde o mar não só contacta com a terra, mas também se mistura com água doce, dando origem a ambientes que têm plantas e animais altamente especializados. Também se tornaram locais de instalação humana e de exploração: muitas das maiores cidades do mundo como Londres, Tóquio e Nova Iorque estão localizadas em estuários.

Muitos estuários devem a sua existência à subida do nível do mar que se seguiu à idade do gelo de há 10.000 anos, inundando os vales costeiros dos rios. Outros, ocorrem onde as correntes costeiras formam barreiras de ilhas e bancos de areia, ao largo da costa, com uma lagoa de bloqueamento atrás. Os estuários teutónicos surgem quando uma falha local e de subsistência dão origem a inundação da terra, abaixo do nível do mar, por água doce e salgada.

Só as plantas e animais que resistem à variação de temperatura e salinidade podem explorar, com sucesso, habitats estuarinos.

Todos os organismos têm de manter um equilíbrio de sais e água nas suas células, mas a dificuldade de o manter é agravada pelas mudanças rápidas de salinidade. Daí resulta que as comunidades estearinas tenham poucas espécies. A maioria tem origens marítimas. As espécies que podem tolerar as condições estearinas extremas beneficiam da redução de competição para o espaço e comida, e têm menos predadores. Nem todas as espécies estearinas são residentes permanentes. Muitos peixes da costa usam os estuários como “infantário”, garantindo assim que os jovens cresçam em segurança, longe da maioria dos predadores.

Um outro exemplo de estuários são os fiordes. Os fiordes são estuários formados pela ação dos glaciares e ocorrem só nas latitudes elevadas. No hemisfério norte encontram-se na Noruega, Alasca, Colúmbia Britânica e Canadá. No hemisfério sul, podem ser vistos no Chile e na ilha do Sul da Nova Zelândia. Durante a última idade de gelo, glaciares espessos deslizaram lentamente, montanha abaixo, escavando o fundo, em forma de U, canais nos vales dos rios, ou escavando o fundo do vale do rio para baixo do nível do mar.

Os glaciares fundiram no ponto de contacto com o mar e foi evitada erosão posterior. Quantidades imensas de materiais foram depositados nesse ponto, formando barreiras rochosas chamadas soleiras. Quando os glaciares se retraíram, o mar inundou o vale parcialmente tapado do lado do mar pela soleira. Como consequência, água do mar densa é frequentemente retida na entrada dos fiordes, enquanto água doce, menos densa, vinda das correntes de água, forma as camadas superiores.

A água do fundo do fiorde é desoxigenada e fria, e tem pouca vida. Onde a estagnação é extrema, bactérias que sobrevivem em condições pobres em oxigénio produzem ácido sulfídrico. Estas condições são semelhantes a partes do fundo do mar, e proporcionam conhecimento destes ecossistemas, menos acessíveis.

Estas informações permitem extrair novos conhecimentos acerca destes habitats e potenciar a sua preservação em coexistência com o ser humano.

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