Cientistas “fora de moda”

Quando falamos de cientistas famosos, em especial na Física, surgem logo nomes como Einstein, Newton ou Stephen Hawking. Contudo, existem contribuições fantásticas para o desenvolvimento científico e tecnológico por parte de outros cientistas que são pouco conhecidos na Sociedade. É o caso de Nikola Tesla, que apesar das suas contribuições para o desenvolvimento de campos como a engenharia eletrónica e mecânica é pouco conhecido pela sociedade civil. Um dos aspetos que mais irrita os admiradores deste físico é que é menos famoso do que o seu arqui-inimigo, Thomas Edison. A contribuição pela qual este homem, natural de Smiljan, na atual Croácia, foi mais falado prende-se com os avanços revolucionários que produziu no campo do eletromagnetismo no final do século XIX e início do século XX. Por outro lado, as patentes de Tesla e o seu trabalho teórico foram também muito importantes para a formação das bases dos sistemas de potência elétrica em corrente alternada, incluindo os sistemas polifásicos de distribuição de energia e o motor de indução em corrente alternada.

Para o seu grande amigo, Mark Twain, esta invenção de Tesla foi “a patente mais valiosa desde o aparecimento do telefone”.

Este não reconhecimento dos trabalhos de ciência e tecnologia de Tesla, pode ter ficado a dever-se aos seus comportamentos excêntricos, como por exemplo, afirmar que manteve contactos com extraterrestres ou apaixonar-se por uma pomba.

Uma das polémicas que manteve foi com Thomas Edison, quando os dois se encontravam em lados opostos da “barricada” no debate e ficou conhecido como a “Guerra das Correntes”. Num dos lados deste debate tínhamos os defensores da corrente alternada, onde se incluía Tesla, no outro lado estava Edison que defendia a utilização de corrente contínua, uma vez que esta funcionava bem em lâmpadas, mas não servia para transmitir eletricidade a grandes distâncias. Era exatamente neste ponto que a ideia defendida por Tesla, a corrente alternada, era melhor porque ao variar a intensidade de corrente elétrica era possível transportá-la a grandes distâncias, sem elevadas perdas de energia.

Contudo, este debate ganhou outras proporções fora do ambiente da Ciência quando Edison começou a desacreditar a nova tecnologia, qualificando-a de perigosa. A sua campanha de descrédito levou Edison a organizar eletrocussões públicas de animais (onde se incluíam elefantes) e a financiar, secretamente, o desenvolvimento da primeira cadeira elétrica.

Esta “guerrilha” científica associada a uma personalidade excêntrica poderá ter contribuído para o afastamento de Tesla do público. Contudo, existe um grupo de admiradores deste cientista que tenta promover a contribuição científica de Nikola Tesla através da transformação do seu laboratório em Museu.

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