El Niño

El Niño de 2015 pode bater recordes de intensidade”. Foi a ideia chave que caracterizou a reaparição deste fenómeno meteorológico nos diferentes órgãos de comunicação social. Mas por que motivo este ano os cientistas apontam para esta forte possibilidade? Essencialmente, porque com aquecimento das águas do oceano Pacífico os dados apontam para que, com uma probabilidade de 90%, o fenómeno El Niño se mantenha ao longo do próximo inverno no Hemisfério Norte e se prolongue até à primavera de 2016. Exploremos um pouco mais o El Niño.
Na comunidade científica existe uma linha de pensamento que tem vindo a acrescentar cada vez mais indícios de que as alterações na temperatura da superfície do oceano Pacífico tropical controlam muitos aspetos dos padrões atmosféricos globais, incluindo as cheias e secas muito longe do Pacífico tropical. Correntes invulgarmente quentes, conhecidas como El Niño, estão associadas às circulações atmosféricas alteradas que se estendem por regiões vastas do globo. Estas incluem o colapso dos habituais ventos alísios de sudeste, que são substituídos por um regime de ventos de oeste. Por sua vez, tendem a empurrar as águas quentes na superfície do oceano para o lado leste do Pacífico tropical. Isto desencadeia inundações por toda a região noroeste da América do Sul e secas em grande parte da Austrália e, em casos extremos, na Indonésia.

Os fenómenos El Niño ocorrem sempre em cada dois a sete anos e podem durar entre três a quatro anos. Quando ocorre o contrário e as correntes ficam invulgarmente frias (o fenómeno chamado La Niña), as condições de seca regressam às regiões costeiras do Peru e ocorrem inundações em todo o Leste da Austrália. 

A temperatura do oceano é a chave. A melhor maneira de identificar se está a formar-se ou não o fenómeno El Niño ou La Niña é verificar e controlar os padrões de temperatura da superfície do mar ao longo do oceano Pacífico Tropical. Exatamente o que está a ser feito pelo centro de previsão meteorológica norte-americano. Durante os fenómenos El Niño fortes, as temperaturas da superfície do mar ficam invulgarmente quentes sobre o Pacífico equatorial leste, em especial na costa do Peru. Como já foi várias vezes notado, este fenómeno meteorológico é bastante violento, mas ainda assim apresenta um nome tão pueril. Este nome fica a dever-se ao facto de a esporádica corrente oceânica quente chegar à costa do Peru perto, ou durante, o período de Natal. Por causa da ocorrência nesta data, os pescadores peruanos chamam a esta corrente El Niño (“o menino”, em espanhol), uma referência ao Menino Jesus.

Ao olhar para as previsões destes dias parece que El Niño é mesmo para ficar….

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