Rudolf Virchow

Continuando na senda de cientistas menos conhecidos, mas igualmente importante na história da ciência, hoje focamos a atenção no investigador alemão Rudolf Virchow.

Os contributos científicos do alemão Rudolf Virchow serviram de base para a integração dos métodos experimentais mais avançados da sua época na investigação científica. Virchow colocou a patologia no centro da prática da medicina, o que lhe valeu o reconhecimento como fundador da patologia científica moderna.

Em 1858 publicou a sua obra principal, A patologia celular, baseada na sua histologia, fisiologia e patologia. Nela apresentou a teoria celular, em clara contraposição às teorias anteriores à sua que defendiam que o nível básico de manifestação das doenças era o dos tecidos.

Segundo Virchow, as doenças são causadas pela alteração das células do corpo, que constituem as unidades vitais das funções biológicas e da morfologia. No seu conceito de patologia integrou as descobertas e métodos da histologia e da fisiologia, para o que foi determinante o uso do microscópio.

A partir dos seus achados, a atividade dos patologistas adquiriu grande relevância no campo da medicina, colocando em destaque o valor dos resultados das análises histológicas e citológicas para o diagnóstico das doenças e o desenvolvimento da atividade clinica.

Outros contributos de Virchow reconhecem-se na identificação das células cancerosas da leucemia – a sua primeira descoberta no estudo do cancro dos tumores -, o papel indicador dos nódulos linfáticos na metástase cancerosa e a explicação do processo das tromboses.

Preocupado com os aspetos sociais da medicina e da higiene, participou na fundação de vários hospitais e defendeu a necessidade de sistemas de esgotos para a eliminação das águas residuais das grandes cidades.

Quando se referem à vida deste cientista, os biógrafos costumam delimitá-la em três fases. Na primeira, Virchow dedicou-se a aspetos da vida política e social. Participou em movimentos revolucionários juntamente com outros médicos em defesa de ideias liberais. Basta citar que em 1848, enquanto integrava a comissão dedicada a investigar uma epidemia de tifo, avisou que as principais causas se deviam, acima de tudo, a questões sociais e que para erradicar estes males era necessário ter em conta o bem-estar das pessoas.

A segunda fase, que compreende os anos de 1849 a 1856, corresponde ao seu desenvolvimento científico enquanto residia em Wurzburg. Uma terceira fase, que vai de 1856 até à sua morte, situa-o em Berlim, e ali destaca-se a sua atuação, por um lado, como docente da cátedra de Anatomia Patológica e, por outro lado, como diretor do instituto que foi o primeiro da disciplina.

Tendo uma vida dedicada à ciência, sem nunca descuidar as causas sociais, podemos afirmar que Virchow foi um homem comprometido com o seu tempo.

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1 comentário a “Rudolf Virchow”

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