II Semana da Ficção Científica – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Nos dias 14 e 15 realizou-se a II Semana de Ficção Científica novamente por iniciativa do Departamento de Física e Astronomia da FCUP em colaboração com o INESC TEC. No Dia das Palestras e sob o tema “Inteligência Artificial”, assistimos a apresentações do Professor Orfeu Bartolami (Ética evolutiva, livre arbítrio e inteligência artificial), Professora Fátima Vieira (Utopia e Ficção Científica: uma apologia da leitura), Doutor Rui Moura (Astronáutica, uma visão de um docente da FCUP ) e Luís Filipe Silva (Cérebros positrónicos, lagostas e outras singularidades: inteligências artificiais na Ficção Científica). Durante a tarde, houve um debate com o tema “Inteligência Artificial: Moralidade e Ética”, no qual participei. Tendo sido pedido a cada convidado para fazer uma pequena introdução sobre o tema, após o qual se partiria para o debate, apresentei quatro livros, três considerados essenciais para a temática de Inteligência Artificial e um mais recente que mostrar uma união salutar entre a arte e a ciência.

1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno. [Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno.
[Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
River of Gods, Ian McDonald Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
River of Gods, Ian McDonald
Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
betalife
Finalmente, a antologia Beta-Life: Short Stories from an A-Life Future (Science-Into-Fiction), by Frank Cottrell-Boyce, Stuart Evers, Julian Gough, et al (2014), apresenta histórias com questões actuais sobre a Inteligência Artificial, tendo o mérito de ter unido aos pares 38 escritores e cientistas, numa união criativa estreita entre Arte e Ciência incomum nas antologias.

Termino com a citação de Frederick Pohl, citada duplamente nesse dia: Uma boa história de ficção científica não só prevê o automóvel mas também os engarrafamentos.

Agradecimentos:

Agradeço ao João Barreiros os bons conselhos na escolha destes livros e o ter enviado o link da antologia, que eu desconhecia.

Links

http://www.syfy-scientific-review.org/

http://www.syfy-scientific-review.org/dia-de-palestras-15-setembro-2016

 

Texto de AMP Rodriguez

 

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1 comentário a “II Semana da Ficção Científica – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto”

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