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Como se Dividem as Células?

Foi ainda nos finais do século XIX que Walther Flemming se apercebeu da existência, no interior das células, de uma substância capaz de absorver corantes e que assumia inúmeras formas ao longo do tempo. Esta substância viria a ser apropriadamente apelidada de cromatina – essa, na altura ainda desconhecida, amálgama de DNA, proteínas e RNA. E o que Flemming observara, e que acabou por ilustrar no seu livro “Zellsubstanz, Kern und Zelltheilung” (1882), eram nada mais nada menos do que os cromossomas e as suas várias conformações ao longo do ciclo celular.

L0060921 Zellsubstanz, Kern und Zelltheilung
Legenda: Morfologia dos cromossomas ao longo do ciclo celular; ilustrações de Walther Flemming / Public Domain Imagem retirada do livro de Walther Flemming https://cellbiology.med.unsw.edu.au/cellbiology/index.php?title=File:Walther-flemming-mitosis-2.jpg).

O ciclo celular, o período de vida de uma célula, inclui a interfase (período onde a célula passa a maior parte do seu tempo, crescendo, desempenhando as suas funções específicas, e preparando-se para a etapa seguinte) e a divisão celular. Este processo de divisão celular é complexo e divide-se em várias etapas: profaseprometafasemetafaseanafase, e telofase (que perfazem a mitose) e a etapa final de citocinese, onde a célula original efetivamente se separa, gerando duas células-filhas. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, convido-vos a assistirem à animação que se segue e, em 3 minutos apenas, descobrirem afinal como se dividem as células…

Animação “How Cells Divide? 3 Minutes on Mitosis” por Diogo Guerra / © Diogo Guerra. 2017

A Ciência do Leitor

Diogo Guerra, Médico Veterinário e Ilustrador Médico / www.diogoguerra.com

Diogo Guerra
Dr. med. vet.
Medical & Veterinary Illustration / Diogo Guerra /
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Divulgação #7 II Encontro em Biotecnologia Medicinal

 II Encontro em Biotecnologia Medicinal

Na sequência do I Encontro de Biotecnologia Medicinal, essencialmente destinado a receber os primeiros Estudantes e à divulgação do único curso de Licenciatura em Biotecnologia da Saúde em Portugal e que é da responsabilidade da Escola Superior de Saúde (ESS) do P.Porto, estamos agora a organizar o II Encontro em continuidade.

Este II Encontro de Biotecnologia Medicinal, terá lugar no Auditório Magno da ESS a 19 de Maio de 2017.

O Programa baseia-se em dois eixos principais, a Biotecnologia na Saúde e nas Empresas.

Esperamos que este Encontro possa contribuir para o desenvolvimento de contactos, projectos e colaborações e constitua uma oportunidade para uma discussão frutífera em prol da Biotecnologia da Saúde e seu futuro.

Convidamos à submissão de resumos para apresentação de Posters e Comunicações Orais até 12 de Maio (ver instruções).

A inscrição simbólica (5 euros) poderá ser efetuada até 17 de Maio. 

Clique aqui para efectuar a inscrição.

A Comissão Organizadora do II Encontro de Biotecnologia Medicinal

Inscriçõeshttp://paginas.estsp.ipp.pt/formacoes/principal/home/index.php?page=verForm&id=583

Facebook: https://www.facebook.com/Biotecnologia-Medicinal-1612472429009008/

Evento: https://www.facebook.com/IIencontrobiotecnologiamedicinal

https://www.ess.ipp.pt/como-chegar-a-essLocalização: 

II Semana da Ficção Científica – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Nos dias 14 e 15 realizou-se a II Semana de Ficção Científica novamente por iniciativa do Departamento de Física e Astronomia da FCUP em colaboração com o INESC TEC. No Dia das Palestras e sob o tema “Inteligência Artificial”, assistimos a apresentações do Professor Orfeu Bartolami (Ética evolutiva, livre arbítrio e inteligência artificial), Professora Fátima Vieira (Utopia e Ficção Científica: uma apologia da leitura), Doutor Rui Moura (Astronáutica, uma visão de um docente da FCUP ) e Luís Filipe Silva (Cérebros positrónicos, lagostas e outras singularidades: inteligências artificiais na Ficção Científica). Durante a tarde, houve um debate com o tema “Inteligência Artificial: Moralidade e Ética”, no qual participei. Tendo sido pedido a cada convidado para fazer uma pequena introdução sobre o tema, após o qual se partiria para o debate, apresentei quatro livros, três considerados essenciais para a temática de Inteligência Artificial e um mais recente que mostrar uma união salutar entre a arte e a ciência.

1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno. [Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno.
[Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
River of Gods, Ian McDonald Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
River of Gods, Ian McDonald
Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
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Finalmente, a antologia Beta-Life: Short Stories from an A-Life Future (Science-Into-Fiction), by Frank Cottrell-Boyce, Stuart Evers, Julian Gough, et al (2014), apresenta histórias com questões actuais sobre a Inteligência Artificial, tendo o mérito de ter unido aos pares 38 escritores e cientistas, numa união criativa estreita entre Arte e Ciência incomum nas antologias.

Termino com a citação de Frederick Pohl, citada duplamente nesse dia: Uma boa história de ficção científica não só prevê o automóvel mas também os engarrafamentos.

Agradecimentos:

Agradeço ao João Barreiros os bons conselhos na escolha destes livros e o ter enviado o link da antologia, que eu desconhecia.

Links

http://www.syfy-scientific-review.org/

http://www.syfy-scientific-review.org/dia-de-palestras-15-setembro-2016

 

Texto de AMP Rodriguez

 

Scientificus na imprensa # 1 – O que fazemos na Ciência?

A Clara Ferreira tenta responder à questão “O que fazemos na Ciência? ” no semanário “Notícias do Douro“.

Os investigadores necessitam de estabilidade profissional para que possamos evoluir e de financiamento para que as suas investigações possam ser levadas a bom porto e assim modificar a vida de mais alguém que há muito desesperava por uma solução.
Entendam que os investigadores trabalham sobretudo para os outros e para que toda a sociedade possa ter uma melhor qualidade de vida.
Isto sim, é ciência!

 

2015 foi assim…

Bom ano de 2016, 2015 foi assim:

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 16,000 times in 2015. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Photography # 19 Beleza na aparente Assimetria

Fotografia de Luís M. Guapo Murta Gomes

A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes.

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é genealogista, licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós- -Graduado em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:

– Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

Photography # 18 Algures … no Norte Alentejo

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Fotografia de Luís M. Guapo Murta Gomes

A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes.

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é genealogista, licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós- -Graduado em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:

– Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

Photography # 17 Buganvílias no Verão Alentejano

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Fotografia de Luís M. Guapo Murta Gomes

A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes.

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é genealogista, licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós- -Graduado em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:

– Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta