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Pubhd Porto – 2ª sessão

O Pubhd Porto teve a sua 2ª sessão. Correu tudo bem!

Como descreveu a Filipa, esta segunda sessão pode ser resumida pela frase de M. Gorbatchev:

““O desafio que nos espera mais não é do que assegurar a sobrevivência da humanidade”

Se quiserem saber sobre os temas, cliquem nos links:

Da violência e seu contrário: da História à Ciência

Como se comunica num ambiente de cancro?

As galáxias preferem ambientes com…poucas galáxias

 

A próxima sessão é já no dia 29 de março e iremos ter pontes entre a Engenharia e a Astronomia, Astrofísica e Comunicação de Saúde. Apareçam no Pinguim Café.

Baixas em conflitos

Já estamos em 2017 e, mais uma vez, o conflito na Síria parece estar longe de estar resolvido. Todos os dias chegam até nós imagens da destruição de vários locais, da violência entre as diferentes fações e, principalmente, o drama da população que procura sobreviver a este conflito. Uma das informações que mais vezes é repetida pelos meios de comunicação social é a contagem das vítimas e dos refugiados.

Mas como é feita essa contagem? E do número de refugiados?

Ao longo dos últimos anos, uma nova disciplina tem-se dedicado a avaliar o impacto dos conflitos ou das situações de emergência humanitária em zonas de conflito armado. Aparentemente, parece um pouco fútil fazer a contagem dos indivíduos que sofreram com um conflito contudo, um simples erro no número de civis atingidos pela fome poderá ajudar a que estes fiquem esquecidos, sem alimentos e os crimes de guerra poderão ser, deste modo, mais facilmente cometidos.

A epidemiologia dos conflitos, nome desta nova disciplina, surgiu graças aos esforços dos cientistas, técnicos de estatística e trabalhadores de emergência, que se deslocam para as zonas de guerra, com o objetivo de realizar inquéritos diretos junto das populações afetadas. Este acaba por revelar-se um dos trabalhos de investigação mais duros e penosos, uma vez que implica, com uma certa periodicidade, colocar vidas em perigo.

Metodologicamente, esta investigação é um pouco diferente dos processos de recenseamento desenvolvidos periodicamente em tempo de paz. Nos países onde não existem conflitos, todas as famílias são contactadas individualmente, pelo telefone ou por carta. Nos países em guerra, utiliza-se uma técnica de amostragem por agregados, que foi desenvolvida com o propósito inicial de avaliar o impacto das campanhas de vacinação.

Esta metodologia é organizada por fases, sendo a primeira etapa a seleção das amostras de agregados familiares representativos do país. A segunda etapa consiste em escolher, aleatoriamente, famílias pertencentes a cada uma das amostras. Posteriormente, os investigadores vão a casa dessas famílias procurar informações sobre a segurança nessas zonas. Só quando existe a certeza de se tratar de uma zona segura é que os investigadores avançam para os inquéritos. Os investigadores são, normalmente, acompanhados por seguranças armados.

A realização destes inquéritos, na maior parte das vezes, é de difícil execução, uma vez que existem uma série de obstáculos a superar. Um dos maiores entraves à obtenção de estatísticas exatas é a determinação do método mais adequado de seleção dos agregados de indivíduos, de modo que estes formem uma amostra representativa da região a analisar. Por exemplo, uma região com elevada densidade populacional deve ser representada por um número mais significativo de agregados. É nesta necessidade de encontrar um método que permita selecionar uma amostra de cada um destes grupos para obter um resultado fiel da situação, que a epidemiologia dos conflitos irá evoluir nos próximos anos.

Ainda que este texto incida sobre um tema tão dramático queria deixar um voto de esperança para que o ano novo traga uma solução definitiva para este conflito

E o 3º aniversário traz um novo elemento

Fizemos 3 anos no  passado dia 6 de janeiro.

Hoje temos o prazer de anunciar que o Scientificus conta com uma nova colaboradora:

A Filipa vem trazer uma maior pluralidade ao nosso blog com a sua formação interdisciplinar. Formou-se em jornalismo e comunicação em 2003 e desde aí que algumas forças (força gravítica? Força electrostática?) vêm aproximando a Filipa da ciência. A nossa nova colaborador fez cursos de formação na área da Genética e do Direito, um mestrado em Sociologia e Comunicação e, neste momento, está a terminar o doutoramento na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

A Filipa está também envolvida:

  • Na criação de um Centro de Excelência em Portugal “The Discoveries Centre for Regenerative and Precision Medicine”;
  • Na Noite Europeia dos Investigadores
  • E noPubhd, que ajudou a trazer para o Porto.

Como viremos certamente a comprovar, a Filipa irá trazer muito qualidade ao Scientificus. Estou ansioso por ver os textos dela. Venham eles!

 

3 anos

3 anos depois, continuamos por aqui!

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Começámos em 2014 e fomos crescendo, quer em termos de artigos, quer em número de leitores e de colaboradores. Tem sido fantástico.

Desde o início temos um total:capturar

O último ano foi especialmente produtivo:

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Os artigos mais lidos foram:

1º Extração líquido-líquido, com 4797 visualizações;

 A Quiralidade dos fármacos, com 1352 visualizações;

Isomerismo Conformacional, com 1318 visualizações;

Breve história do benzeno, com 1306 visualizações;

Estudar Química é difícil? Porquê?, com 1151 visualizações;

 

A todos os nossos leitores, muito obrigado!

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CIÊNCIA EM BANDA DESENHADA E EM DESENHOS ANIMADOS (V)

Blaze e as Monster Machines

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Desde o dia 12 de setembro que dá no canal Panda a série “Blaze e as Monster Machines”.  À primeira vista parece apenas uma série animada com carros de corrida. No entanto, esta série pretende ensinar vários conceitos de física, matemática e engenharia.

Os problemas que aparecem ao Blaze e aos seus amigos vão sendo resolvidos com base em diversos conhecimentos:

  • O poder da alavanca;
  • Conceito de fricção;
  • Conceito de Força;
  • ….

A música é o veículo utilizado para explicar os principais conceitos..

Considero a série boa;  ajuda a apresentar alguns conceitos a um público muito novo. Não obstante, a série não é perfeita, como podemos constatar aqui.  Não podemos deixar de estranhar a capacidade do Blaze se transformar em qualquer coisa:desde um catamarã a uma asa delta. Pode mesmo transformar-se num secador de cabelo!E, com exceção de um dos carros, que é conduzido por um miúdo, todos os outros andam andam sozinhos!!

Vejam a série digam a vossa opinião!

Não odeiem os químicos – parte 3

aqui falei no artigo do Diário de Notícias.

O João Monteiro, fez mais, escreveu diretamente para o jornal e o jornal publicou a sua resposta. Podem ver aqui.

Algumas das partes do texto publicado que eu achei mais interessante:

“É Desejar um mundo sem químicos é ambicionar uma utopia de vácuo.”

e

“Concluindo: não são as substâncias que fazem mal, mas as doses em que essas substâncias interagem com o organismo.”

Não odeiem os químicos – parte 2

Depois de ler este artigo “Produtos que usamos nas nossas casas podem causar cancro” no DN, tive que trazer de novo esta imagem:

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Imagem retirada do facebook da Science Panorama.

O que traz o artigo que me provocou comichão?

Principalmente duas coisas:

“Há muito se sabe que os plásticos e produtos químicos em nada contribuem para uma vida saudável, mas agora há a certeza de que alguns são mesmo muito perigosos.”

TUDO É QUÍMICA – O nosso organismo é feito de químicos. Deixo-vos aqui uma imagem que mostra a constituição química de uma célula.

Imagem do Planeta Biologia
Imagem do Planeta Biologia

“O termo “produtos químicos” já soa a perigo, mas ninguém sabe bem onde eles estão e quais os mais prejudiciais. Por exemplo, o monóxido de di-hidrogénio é uma forma pouco comum de chamar água, sendo a substância que mata milhares de pessoas todos os anos, a maioria por a ter inalado acidentalmente. É usado como supressor ou retardador de chama e a sua ingestão pode provocar náuseas e vómitos, enquanto a exposição prolongada à sua forma sólida pode danificar, muitas vezes irreversivelmente, tecidos vivos.”

O que dizer desta frase?

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Os produtos químicos não são mais ou menos prejudiciais dependendo do nome, pode-se chamar água ao monóxido de di-hidrogénio, podes chamar vitamina C  ou 3-oxo-L-gulofuranolactona (5R)-5-[(1S)-1,2-diidroxietil]-3,4-diidroxifurano-2(5H)-ona que os feitos nos organismos vivos serão os mesmos.

O monóxido de di-hidrogénio é um retardador de chama? A sério que seria necessário escrever isso?

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Sobre as restantes coisas dessa frase, não digo mais nada. Gostaria de recordar que a queda de cocos também pode provocar a morte e ninguém se lembra de proibir a plantação de cocos.

A Química e os Químicos estão em todo o lado: na cozinha, dentro e fora de casa, no tratamento de doenças, no desporto. A química é o estudo dos materiais e da maneira eles reagem e/ou se transformam.

Quanto maior o conhecimento químico das coisas, maior poderemos saber de que modo os diversos produtos nos afetam, mas sempre e apenas recorrendo ao método científico.

Ainda sobre o cancro aconselho esta entrevista “Cancro, o imperador de todos os males”. Onde Sobrinho Simões e Maria de Sousa “dialogam sobre uma doença que é parte de nós, nos invade e muitas vezes nos mata.”

[adenda] Parece que o link foi removido e agora não se consegue ler o texto. Podem ler o texto aqui.