Donde viemos e para onde vamos?

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Ciência para fora #2

Sugestões para o fim de semana

CAFÉ COM CIÊNCIA – Botânica Aplicada: Couves com todos

Café com Ciência é organizado pela Fundação Serralves, na Biblioteca / Museu e como eles próprios dizem é uma conversa descontraída com um cientista convidado num ambiente informal. Esta semana o convidado é o  Investigador  Rubim Almeida.

Vejam melhor em aqui.

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (IV)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (I)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (II)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (III)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (IV)

 4.  RESULTADOS E CONCLUSÕES

Na avaliação dos restos mortais da Czarina Alexandra e toda a sua descendência, comparando as amostras do mtDNA da mesma, seus filhos e parente colateral, particularmente, o Duque de Edimburgo, os resultados obtidos foram:

  • Todos compartilhavam e possuíam o mesmo mtDNA (vide Quadro Genealógico I);
  • O antepassado comum mais próximo entre Filipe Mountbatten, Duque de Edimburgo (nascido Príncipe da Grécia e da Dinamarca), a Czarina Alexandra (nascida Princesa de Hesse e do Reno), as Grã-Duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastásia da Rússia e o Czarevich Alexei: é a Princesa Alice do Reino Unido. O antepassado comum, via mtDNA, mais recuado entre todos – atendendo ao Quadro Genealógico I – é a Rainha Vitória;
  • O Duque de Edimburgo é, pela sua linhagem materna, sobrinho-neto da Czarina Alexandra da Rússia e primo das Grã-Duquesas Olga, Tatiana, Maria e Anastásia da Rússia e o Czarevich Alexei;
  • A análise e estudo do mtDNA mostra-se relevante, nas questões de ciência, genealogia e indagação de parentesco e, neste caso, totalmente fiável (sendo uma das técnicas forenses actualmente usadas de forma credível e ampla);
  • A transmissão do mtDNA dá-se unicamente por linha materna a todos os seus descendentes (masculinos e femininos), tendo continuidade sempre por linha feminina.

A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós-
-Graduado  em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:
–  Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

Video in Print

Cada dia que passa a sociedade da comunicação e informação apresenta novas ferramentas que nos permitem avançar um passo mais. Um dos casos mais recentes e que começa a chegar agora ao mercado europeu é o “video in print”. Inicialmente desenvolvido por uma empresa norte-americana, esta ferramenta permite desfilar num papel vídeo e som.

Trata-se de uma ferramenta disponível em ecrãs de 2,4’’ e 4,1’’ (cerca de seis e dez centímetros, na diagonal), mas, a Ameriship, empresa norte-americana que desenvolve a plataforma, está a estudar uma solução com dez centímetros. O Video in Print permite a personalização de mensagens num vídeo com a duração de até 120 minutos, com a possibilidade de utilização máxima de cinco botões de selecção de conteúdo. Com uma pequena porta USB incorporada, permite fazer o download dos conteúdos, assim como o seu recarregamento. Para já ainda não é possível aplicar numa simples folha de jornal, mas essa solução já está em desenvolvimento.

O Video in Print poderá vir a ser uma ferramenta comunicacional muito interessante para a Ciência, na sequência de muitas outras que têm surgido recentemente e onde se destacam por exemplo as comunidades virtuais da Web

Estas comunidades virtuais encontram na Web mais do que uma tecnologia para o acesso e a transmissão de informação de forma que a Web constitui um meio para a construção e transformação da informação em conhecimento. Uma vez que, por um lado, o indivíduo tem acesso à rede de informações e, por outro, porque é um instrumento que permite a contextualização do conhecimento.

Desta forma, a recente explosão de atenção multimediática que envolve sistemas de informação e redes telemáticas trouxe consigo dois conceitos que se transformaram em buzzwords: o multimédia, definida como a possibilidade de ter acesso a vários média dentro de um ambiente experimental e a interatividade, referida com a capacidade para fornecer informação como resultado da introdução de dados, isto é, a capacidade para mudar o raciocínio do utilizador, de o interromper e o propiciar situações inesperadas. A conjugação entre estes dois conceitos pode permitir criar artefactos e tecnologias que oferecem a possibilidade de modelar a cognição ao nível do indivíduo.

Um exemplo, são as ferramentas disponibilizadas pelas Web 2.0. que permitem o desenvolvimento de agentes dedicados que possam desenvolver e estender as capacidades cognitivas. A utilização das ferramentas na promoção da literacia científica é um instrumento cognitivo que possibilita criar ambientes virtuais onde os indivíduos participam na construção do seu conhecimento, um “hands-on” virtual com o ritmo próprio de cada indivíduo, fundamental para uma boa assimilação dos conteúdos. O potencial destas ferramentas está assim na sua possibilidade para promover os processo de inovação e colaboração dentro da comunidade online, permitindo a utilização do conhecimento e da informação para gerar mais conhecimentos.

Todos os jovens dos sete aos setenta e sete

Em 1929 nasceram, pela mão de Hergé pseudónimo de George Remi, as personagens do jovem repórter Tintin e do seu fiel companheiro Milu que haveriam de fascinar várias gerações em todos os cantos do mundo. As aventuras de Tintin foram traduzidas para mais de 40 línguas, sendo seguidas por “todos os jovens dos sete aos setenta e sete”.

As aventuras de Tintin constituíram à época um importante instrumento de divulgação de ciência. Por exemplo, em “Tintin no Congo” aparecem várias invenções na altura ainda pouco difundidas, como a câmara de filmar portátil e uma espécie de cinema falado apoiado num fonógrafo – o primeiro filme sonoro tinha aparecido quatro anos antes. Pouco depois, em «A Ilha Negra», de 1938, Tintim descobre um aparelho de televisão numa ilha da Escócia – Londres tinha iniciado as primeiras emissões apenas dois anos antes e, para a maioria dos leitores da época, tratava-se de um aparelho desconhecido.

Contudo a grande explosão de ciência e tecnologia feita por Hergé surge em 1953 e 1954, com os álbuns da viagem de Tintim à Lua e “Explorando a Lua”. Hergé consultou vários cientistas, com especial destaque para o professor Alexandre Ananoff, autor de uma conhecida obra de astronáutica editada em francês pela Fayard. Ao contrário das verdadeiras viagens tripuladas à Lua, que se realizariam 15 anos depois, o foguetão do professor Girassol é movido a energia nuclear, pelo que tinha uma reserva energética imensa, que lhe dava a possibilidade de pousar sobre o nosso satélite e de vencer depois a atracção lunar. Como é conhecido, apenas o módulo lunar aterrou na superfície da Lua, enquanto a nave espacial se mantinha em órbita para aproveitar o combustível.

Ao consultar vários cientistas para o desenvolvimento da obra, Hergé consegue desenhar com bastante realismo alguns pormenores, como por exemplo, a ausência de peso sentida pelos astronautas quando o motor pára, ou o desenho do asteróide “Adonis”. Referia-se que até essa data nunca tinha sido visualizado um asteróide.

Para além destes conceitos de ciência, Hergé encarava a ciência com romantismo, em especial, quando desenha o professor Girassol, um cientista multifacetado que trabalha em casa, tal como um cientistas dos séculos XVII e XVIII. Inventa submarinos individuais, máquinas de escovar roupa, aparelhos de produzir água gaseificada, armas de ultra-sons, foguetes espaciais e patins a motor. Dedica-se à botânica, à física nuclear e a múltiplas outras disciplinas.

Hérge também descreve nas suas aventuras fenómenos naturais relativamente raros, pouco observados pela maioria dos indivíduos, o que atraem o leitor para a história. Entre esses fenómenos surgem as miragens, provocadas pela reflexão da luz junto do solo quente dos desertos, onde o ar está mais aquecido. Essa reflexão é apenas o resultado da refracção da luz, que muda progressivamente de direcção ao atravessar camadas sucessivamente mais quentes de ar. Como consequência, o solo parece um espelho que reflecte o céu, daí a ilusão de um lençol de água, a que a mente ansiosa do viajante acrescenta umas palmeiras e uma visão de oásis.

Contudo, nem sempre as referências científicas presentes nos álbuns são cientificamente correctas. É o caso do arco-íris que aparece em «As 7 Bolas de Cristal». Aí, curiosamente, o autor desenha erradamente a sequência de cores. De fora aparecem o violeta e o azul e, no interior, o laranja e o vermelho. Na realidade, os arco-íris apresentam as cores em ordem inversa. Com efeito, o fenómeno deriva da desigual refracção das diversas componentes da luz do Sol nas gotículas de água das nuvens. A luz com menor comprimento de onda (azul) é mais refractada; a de maior comprimento de onda (vermelho) é menos.

Estas estórias de Tintin constituem para muitos o primeiro contacto com a ciência, pelo que todo o seu poder de sedução é um importante instrumento de divulgação de ciência!!!

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (III)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (I)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (II)

Genealogia, História e Ciência — O Caso dos Romanov (III)

3. INVESTIGAÇÃO E GENEALOGIA

Vejamos o seguinte caso:

A descoberta das ossadas dos Romanov e a sua correcta filiação e parentesco foram feitas pelo estudo do:

  1. DNA;
  2. mtDNA (o que nos interessa neste estudo).

Avaliação de parentesco pelo mtDNA

Para esta avaliação da linhagem materna, foram inquiridos familiares colaterais (parentes por linhagem materna, logo por mtDNA), entre os quais o Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, marido da actual Rainha Isabel II. Nascido Príncipe da Grécia e da Dinamarca e pertencente à Dinastia dos Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg, tem laços de sangue com os Romanov, nomeadamente com a Czarina Alexandra e os seus filhos, através de sua Mãe, Lady Alice de Battenberg/ Mountbatten. Curioso que o actual Duque de Edimburgo, ao naturalizar-se Britânico, escolheu o nome da sua linhagem materna: Mountbatten!

Sabendo que há uma ligação por linhagem materna, através do mtDNA, entre o actual Duque de Edimburgo, a Czarina Alexandra e todos seus 5 (cinco) filhos, através do seguinte quadro genealógico podemos traçar o seu parentesco mitocondrial.

Quadro Genealógico I – Parentesco por mtDNA entre o actual Duque de Edimburgo e a Czarina Alexandra e seus filhos.
Quadro Genealógico I – Parentesco por mtDNA entre o actual Duque de Edimburgo e a Czarina Alexandra e seus filhos.

A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós-
-Graduado  em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:
–  Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

Barriga de cerveja

Durante toda a vida ouviu-se dizer que beber cerveja faz crescer a barriga, a vulgarmente designada “barriga de cerveja”. O aumento da diversidade de cervejas ao dispôr num local próximo de si, faz pensar que as “barriguinhas” vão aumentar contudo, um conjunto de especialistas veio recentemente demonstrar que não existe relação directa entre o álcool e a aumento da barriga.

O mito acabou! Os 65 litros de cerveja que um habitante bebe em média, em Portugal, rapidamente irão ser superados. Apesar de não ser consensual para a maioria dos especialistas, estes acreditam que não há fortes evidências entre o aumento do tecido adiposo da zona abdominal e a ingestão excessiva de etanol.

Mas, este estudo refere ainda que a ingestão moderada deste bebida traz benefícios para a saúde, uma vez que ajuda a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e osteoporose.

A cerveja é constituída por cevada maltada, alguns cereais não maltados, lúpulo (planta com reconhecidas propriedades anti-oxidantes) e água, uma receita rica em sais minerais e vitaminas. Um dos compostos que melhor fazem à saúde segundo os investigadores é o xanto-humol presente na composição do lúpulo. Esta substância protege a lipoproteína de baixa densidade do sangue da oxidação, ou seja, previne o mau colesterol e revelou propriedades anti-cancerígenas. Por outro lado, a presença do silício, que podemos encontrar na cerveja, em altas concentrações, e facilmente bio-disponível promove a mineralização dos ossos, combatendo as neoplastias e a osteoporose.

Apesar de apenas recentemente ser ter procurado desmitificar a ideia da barriga de cerveja, procurando outros responsáveis, como a falta de exercício ou hábitos de consumo de tabaco, a verdade é que esta bebida, muitas vezes subvalorizada relativamente ao vinho, já existe há milhares de anos.

A produção de cerveja remonta ao ano de 8.000 a.C. em povos como os Sumérios, Babilónios ou Egípcios. A cerveja foi desenvolvida paralelamente aos processos de fermentação de cereais e difundiu-se com as culturas de milho, centeio e cevada nas antigas sociedades. É de referir ainda que a palavra cerveja, na história da língua é uma palavra de origem celta, sendo uma bebida que se consumia por altura de Natal e à qual se adicionava mel.

Esta bebida é obtida por fermentação alcoólica, mediante leveduras seleccionadas do género Sacharomyces, de um mosto preparado a partir de malte de cereais, principalmente cevada, e outras matérias-primas amiláceas ou açucaradas, ao qual foram adicionadas flores de lúpulo ou seus derivados e água potável.

A levedura é um fungo unicelular, do género Saccharomyces, que se adiciona ao mosto lupulado depois de arrefecido como agente da fermentação alcoólica. Esta transformação, dá também origem à formação dos produtos secundários responsáveis pelas características finais da cerveja (alcoóis aromáticos, ésteres, etc.). A levedura utilizada desempenha, pois, um papel fundamental na definição final da cerveja.

Apesar deste estudo ser ainda polémico na comunidade científica, começam já a ser colocadas várias questões relativamente a este tema. Ficamos com a seguinte para reflectir: Será possível incluir a cerveja na roda dos alimentos?

Sugestão de Leitura #4

A minha primeira Sugestão de Leitura é um livro que fala de toda a ciência, menos as partes chatas:
“Cientistas de Pé – Toda a Ciência (menos as partes chatas”

todaciencia

O Scientificus é um projecto de promoção da cultura científica, procurando aproximar a Ciência dos Cidadãos. Este projecto pretende ser um espaço independente, inovador, empreendedor e dinâmico de divulgação da Ciência.