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Ainda somos responsáveis pelo futuro?

“Máquinas e biomáquinas: perspectivas filosóficas e cruzamentos científicos de um futuro incógnito e promissor” foi o tema abordado por João Relvas, neurocientista no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e docente, num evento promovido pelo grupo Ciência, Religião e Conhecimento, liderado por João Paiva, químico e docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde o evento teve lugar, no passado dia 20 de Outubro.

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João Bettencourt Relvas, neurocientista. 

Se hoje as vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne já não nos espantam perante as tecnologias que temos, o futuro reserva ainda muitos desafios, na opinião de João Relvas, nomeadamente: quanto às possibilidades relacionadas com a descoberta do cérebro eléctrico e dos novos implantes neurais e com as possibilidades de melhoramento cognitivo do cérebro.  Tecnologias recentes como a estimulação cerebral profunda que, apesar de ser uma cirurgia invasiva, permite estimular zonas específicas do cérebro através de eléctrodos ajudando, por exemplo, doentes com parkinson avançado, ou as interfaces cérebro-máquina (que possibilitam a comunicação entre o cérebro e uma máquina externa a ele) elevam ao mais alto nível a tendência humana em moldar a natureza de acordo com os desejos humanos.

“Num tempo em que necessitamos de utopias, será que estamos a criar uma distopia?”, questiona o cientista. E a questão desdobra-se em vários aspectos cuja reflexão se faz premente, tais como a histórica relação entre o «eu», o livre-arbítrio e a responsabilidade, a ideia de que a vida será uma dádiva, os perigos da eugenia, a justiça e equidade, a dignidade humana.

A intervenção do neurocientista foi comentada por Maria Manuel Jorge, especialista em Filosofia da Ciência, e ex-docente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, para quem a “aposta [em todas estas tecnologias e ‘tecnociência] correu bem, mas tem um preço. Como é que isto afecta como nos vemos e como vemos à vida?”, alertou. Com a tecnociência, e com a suposição de que a ciência pode fazer melhor do que a própria vida, “a sacralização da vida desaparece”.

Já numa perspectiva epistemológica, e olhando, por exemplo, para a Biologia, as quantidades massivas de dados com que se trabalha actualmente estão a mudar como a Ciência se faz. “Passam as ser as máquinas que constituem os dados e identificam os padrões”, sublinhou a oradora. E questiona ainda: “será uma arrogância nossa? Como é que os nossos poderes podem ter ultrapassado os nossos saberes?”. Maria Manuel Jorge finalizou o seu comentário chamando a atenção para uma situação que considerou “dramática” e que “obriga a investigação a mudar”. “Vivemos num panorama em que a ciência reflexiva foi substituída pela tecnociência e em que algum catastrofismo é substituído pelo optimismo tecnológico exarcerbado. Ao mesmo tempo, estamos a forçar quem abandonou as preocupações com a ética a ter de encaixar essa preocupação nos textos dos seus projectos de investigação sem saber como o fazer. Então, como trazer a reflexão aos indivíduos [na ciência] que estão na crista da onda?”, questionou.

Na troca de ideias que se seguiu, João Relvas realçou a importância da capacidade de escolha e de não sermos escolhidos perante as situações em que somos colocados, sabendo que “a realidade já ultrapassou a ficção”. Por outro lado, alerta o investigador, “há problemas que são, na sua incepção, interdisciplinares, pelo que aplicar sempre uma lógica cartesiana pode ser insuficiente”. Já quanto a este aspecto, Maria Manuel Jorge alerta para o facto de que o resultado, na prática, de se tentar esbater as fronteiras entre as disciplinas está a resultar numa grande improdutividade. Estamos ainda muito mal preparados”, conclu

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A arte do cérebro bonito

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Em 50 anos, Rámon y Cajal (1852-1934), considerado o pai da Neurociência moderna, fez 2900 desenhos neurológicos.  O livro The Beautiful Brain; the drawings of Santiago Ramón y Cajal, editado pela Abrams, apresenta 80 desses desenhos, alguns inéditos. Este é um livro que acompanha a exposição sobre a arte de Cajal organizada pelo Weisman Art Museum em colaboração com  Eric NewmanAlfonso Araque, e Janet Dubinsky, da University of Minnesota. A exposição, infelizmente, não vai passar por Portugal.

O El País dedica hoje um artigo a este livro e exposição, comparando Cajal com Leonardo Da Vinci, já que ambos eram amplamente dotados para a arte e Ciência. “Se considerarmos o cérebro como uma floresta e 100 mil milhões de árvores e nos dedicarmos vários anos a desenhar (ou fotografia) algumas centenas dessas árvores, nunca iremos entender a floresta. Ao desenhar, Cajal aconselha-nos a ‘construir um inventário mental de regras para a floresta’”, lê-se no artigo do El País.

Rámon y Cajal facultou muitas das primeiras evidências para a compreensão de que os neurónios são unidades sinalizadoras do sistema nervoso e de que cada neurónio é uma célula com processos distintos a emergir do seu corpo celular. Pode não parecer agora, mas esta não foi uma ideia fácil de passar à comunidade científica da época.  Ao contrário do que acontecia com outros tecidos, cujas células têm formas simples, as células nervosas assumem formas complexas; os padrões intricados das dendrites e o curso sem fim dos axónios tornam muito difícil estabelecer a relação entre estes elementos. Mesmo depois dos anatomistas Jacob Schleiden e Theodor Schwann avançarem com a teoria celular no início da década de 1930 – e que estabeleceu um dos maiores postulados da Biologia moderna, a de que as células são os tijolos básicos da matéria viva – muitos anatomistas  não aceitavam a aplicação da teoria celular ao cérebro, o qual era visto como um contínuo reticular.

Daí ter sido fundamental o contributo de Rámon y Cajal quando este começou a utilizar o  cromato de prata usado no Método de Golgi de coloração de neurónios para microscopia: o cromato de prata produzido precipita dentro dos neurónios e torna a sua morfologia visível.Rámon y Cajal aplicou este método a células nervosas embrionárias de muitos animais, incluindo humanos. Foi assim, que para além da doutrina do neurónio, Cajal defendeu dois outros princípios importantes para a organização neuronal que se tornaram fundamentais para o que se sabe sobre comunicação dentro do sistema nervoso: o princípio da polarização dinâmica, relacionado com o facto de que os neurónios partilham uma organização comum, a qual é ditada pela sua função — receber, processar e transmitir informação; e o segundo princípio é o da especificidade de ligação que afirma que as células nervosas não se ligam aleatoriamente.

Do medo à empatia: o longo processo da evolução humana

Psicologia e Neurociência mostram-nos como ainda estamos longe dessa capacidade que evita que nos tornemos psicopatas: a empatia.

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Quem estuda Ciências Sociais, já ouviu falar nas experiências de Milgram. Na verdade, estas foram uma série de experiências começadas em 1961 e a grande conclusão foi que a maioria das pessoas iria magoar deliberadamente outras pessoas – nomedamente dando choques eléctricos –sob as ordens de uma terceira pessoa. As experiências de Milgram tornaram-se uma das experiências mais conhecidas, na área da Psicologia, de todos os tempos.

Agora, mais de 50 anos depois, uma equipa de investigadores na Polónia repetiu a experiência e chegou aos mesmos resultados. “Ao saberem  sobre as experiências de Milgram, uma grande maioria das pessoas afirma que ‘nunca se comportaria daquela forma’”, disse um dos psicólogos, Tomasz Grzyb da Universidade de Ciências Sociais e Humanidades na Polónia. “O nosso estudo ilustrou, mais uma vez,  o tremendo poder das situações e contextos com que os sujeitos são confrontados  e como estes facilmente podem concordar com coisas que eles acham desagradáveis.”

As experiências de Milgram foram conduzidas pelo psicólogo da Universidade de Yale, Stanley Milgram e começaram em Julho de 1961, três meses após ter começado o julgamento do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann. Milgram queria saber: “será que Eichmann e os seus milhões cúmplices no Holocausto se limitavam a seguir ordens?”

Para explorar isso, Milgram montou uma experiência onde voluntários, sob a autoridade de um experimentador, foram convidados a dar choques elétricos a uma pessoa numa sala ao lado, que podiam ouvir mas não ver, por cada vez que eles davam uma resposta errada. Haviam 30 botões que eles podiam pressionar cada um com uma voltagem diferente. Tanto quanto eles estavam cientes, os choques começaram com um valor inofensivo de 15 volts e iam aumentando até um valor perigoso de 450 volts. Os voluntários foram informados de que esse valor magoaria seriamente o destinatário. O que eles não sabiam era que a máquina não fazia nada além de produzir alguns efeitos assustadores de luz e som, e que a pessoa na outra sala  era um actor profissional que  tinha sido pago para gritar como se estivesse em sofrimento. Tudo isso era desconhecido para o voluntário, que acreditava estar realmente a magoar outra pessoa, mas foi-lhes dito pelo autor do estudo que eles precisavam continuar porque era crucial para a experiência. A variante mais famosa das experiências de Milgram mostrou que 65% dos 40 voluntários seguiu as ordens e foi até à voltagem de 450 volts, apesar dos gritos de dor e pedidos para párar da pessoa da outra sala. Algumas pessoas saíram e muitos protestaram contra a continuação da experiência, mas dois terços obedeceu às ordens e continuaram.

Nos anos seguintes, alguns investigadores argumentaram que a metodologia de Milgram era desleixada e que ele manipulou dados, mas têm sido repetidas variações dos testes por todo o mundo desde então, com resultados bastante consistentes e semelhantes à experiência original. Mas havia um único sítio onde essas experiências não tinham sido realizadas: a Europa central. “O nosso objectivo era examinar o quão alto seria o nível de obediência que encontramos entre moradores da Polónia,” escreveram Grzyb e a sua equipa na revista científica Social Psychological and Personality Science.

Nesta versão moderna da experiência, recrutaram-se 80 participantes (40 homens e 40 mulheres) com idades entre os 18 e os 69 anos. Tal como na experiência de Milgram, os voluntários foram incentivados por um examinador a dar choques a alguém que estava numa outra divisão, com mais intensidade por cada vez que obtivessem uma resposta errada. Disse-se aos voluntários que era importante continuarem a aumentar a intensidade dos choques eléctricos. Mas nesta versão actualizada, haviam apenas 10 botões com valores de voltagem mais baixos numa tentativa de tornar a experiência mais ética. No final, eles verificaram que 90 por cento dos voluntários seguiu ordens para infligir o maior nível de choques – muito semelhante à quantidade de pessoas que carregou no 10º botão aquando das experiências de Milgram.

“Meio século após a pesquisa original de Milgram sobre a obediência à autoridade, uma impressionante maioria dos sujeitos ainda estão dispostos a eletrocutar um indivíduo indefeso,” concluiu Grzyb.

Ora, claro que há uma série de factores a considerar quando se olha para estes resultados, como o pequeno tamanho da amostra, por exemplo. No entanto, se juntarmos estes dados com outra literatura científica, desde a ensaísta Hannah Arendt ao neurocientista Simon Baron-Cohen, vemos como a empatia tem sido e é um “recurso subaproveitado” apesar de ser “um dos recursos mais valiosos no nosso mundo”, como defende Baron-Cohen. Este investigador diz mais: a empatia é um solvente universal, pois qualquer problema imerso em empatia torna-se solúvel. É a forma efectiva de antecipar e resolver problemas interpessoais, conflitos internacionais, problemas no trabalho, dificuldades numa amizade, bloqueios políticos, disputas familiares ou desavenças entre vizinhos.

Do medo à empatia

Mas há uma outra dimensão a considerar: o medo. O medo é o maior dos males nesta época em que vivemos. Devido ao medo, sentimo-nos inseguros, desprotegidos e incapazes. E através dele, agimos de forma destrutiva, na tentativa de eliminar o que julgamos ameaçar-nos, resultando em sofrimento para os outros e para nós mesmos.

Ora, uma das coisas que Simon Baron-Cohen descobriu, e que explanou no seu livro A ciência do mal,  foi como funciona o reconhecimento das emoções, aquilo a que se chama de empatia.download

Empatia é a capacidade de reconhecer as emoções, pensamentos e sentimentos das pessoas, de espelhar essas emoções e de produzir uma resposta adequada ao que se está a ver. P.ex. conseguir ver se uma pessoa está triste ou alegre, se está a sofrer ou não. Mas a empatia não é só o reconhecimento das emoções.

O segundo factor da empatia é o espelhamento: pegamos numa emoção e trazemos essa emoção para nós mesmos. P.ex. vemos uma cena triste num filme e choramos.

Também um médico indiano, de Cambridge, descobriu quatro genes responsáveis pela empatia; há, então, também um terceiro factor, o genético.  Também sabemos que a primeira parte do cérebro a desenvolver-se é o reconhecimento facial das expressões humanas que ocupa quase 75% do hipocampo, na área da memória. O bebé começa a imitar as expressões que nós fazemos. O desenvolvimento normal desse processo conduz ao reconhecimento das emoções.

Todavia,  Simon Baron-Cohen descobriu que há uma relação directa entre empatia e crueldade. Quanto maior a empatia, menor a capacidade de cometer uma crueldade. Porque quando identifico o sofrimento de alguém, também sofro. Isto significa que somos geneticamente forjados para sermos empáticos. Tal como nos primatas, antes de sermos humanos, somos primatas. Simon começou, então, a medir os níveis de empatia.

Ora, para se ser considerado empático é necessário reconhecer, no minimo, 412 emoções em 2 sexos diferentes em pelo menos 3 “raças”. Então, vejamos o que Baron-Cohen nos diz: o psicopata tem ‘0’ empatia; num nível um pouco acima, estão as pessoas borderline, aquelas que são extremamente agressivas; num nível superior temos as pessoas que, quando alteradas emocionalmente, perdem o filtro e agridem. Um pouco mais acima ainda, estão as pessoas que não partem para a agressão física, mas fazem actos de crueldade verbal sem problema.

Susan Fisk, psicóloga, estudou as redes neurais e concluíu que temos uma rede neural para reconhecer objectos e outra para reconhecer seres humanos. Outro psiquiatra, Viktor Frankl, que perdeu toda a família em Auschwitz, citou um fenómeno recorrente na perda de sentido que ele encontrou em muitos dos estudantes que estudavam na Universidade de Yale, onde ele ensinou: a coisificação. A coisificação ocorre quando um ser humano se despe de todos os sentimentos, passando a considerar outro ser humano como um objecto. Philip Zimbardo corrobora que a coisificação é uma realidade neurológica quando, por algum motivo ideológico ou religioso, transformamos pessoas em objectos descartáveis. Uma forma de protecção é desligar. Coisas podem ser usadas, pessoas não. Por exemplo, imigrantes não são gente, ou terroristas árabes, ou refugiados, ou mendigos. Então, no momento em que intelectualmente afirmamos que eles não são gente, ma sim um objecto, nós mudamos a rede neural dos humanos para a rede neural que reconhece objectos. Então, quando ouço os gritos de dor de uma pessoa na sala ao lado, não sinto nada e posso continuar a aumentar a voltagem dos choques eléctricos só porque alguém me manda, como aconteceu nas experiências de Milgram e todas as versões das mesmas que já se fizeram.

Como era mesmo a propaganda nazista? “Não são pessoas….” Uma mentira repetida muitas vezes…

Link para o estudo com versão das experiências de Milgram na Polónia: http://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1948550617693060

 

 

A crise de identidade das células da glia

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Estudo descreve como a expressão génica em regiões diferentes do cérebro humano é alterada com a idade.

Durante muito tempo, os vilões principais das doenças neurodegenerativas foram os neurónios. E também durante muito tempo, sobretudo na última década do século XX, os heróis na ciência que se faz sobre o cérebro eram esses mesmos neurónios.

Mas parece que agora os holofotes começam a virar-se para um outro tipo de células do tecido nervoso: as células da glia que são bem diferentes dos neurónios, pois não se activam por estímulos eléctricos ou químicos e não transmitem estímulos ao longo dos seus prolongamentos. Podia até dizer-se que por detrás de um grande neurónio, está sempre uma grande glia 🙂

Para além dos neurónios e, mais recentemente, da glia, os cientistas têm também estado atentos aos mapas de expressão génica em função da estrutura cerebral. Estes mapas são fundamentais porque os genes só podem funcionar se forem expressos. Por isso, as mudanças da expressão genética no cérebro ao longo do tempo têm suscitado bastante interesse.

Para aprender o que acontece no cérebro com o envelhecimento, investigadores examinaram os padrões de expressão génica em amostras de cérebro após a morte (apesar da slimitações práticas e científicas deste tipo de amostras).

Em geral, os investigadores verificaram que a expressão génica nas células glia mudou mais com a idade do que a dos neurónios. Estas mudanças de expressão génica foram mais significativas no hipocampo e na substância negra, regiões tipicamente danificadas em doenças como a de Alzheimer e de Parkinson. Este estudo foi publicado esta semana no Cell Reports.

Em suma, o que o artigo aponta é que, quanto ao estudo de demências, o foco não deve estar apenas nos neurónios, mas também nas células da glia, já que estas são sujeitas a mudanças de expressão genética bem mais numerosas do que os neurónios.

A importância deste estudo está mais no facto de haver bastantes incertezas quanto às alterações sofridas pelas populações de células da neuroglia à medida que o cérebro envelhece. A expressão de genes específicos das células da glia mostrou ser um melhor preditor de idade do que a dos neurónios e confirmou a importância das células não-neuronais no processo de envelhecimento.

Com o envelhecimento, os padrões de expressão genética das células gliais em regiões diferentes do cérebro tornam-se cada vez mais semelhantes, como se as células gliais fossem perdendo as suas características distintivas. Ou seja, quando envelhecemos parece que as nossas células da glia entram em crise de identidade. Um pouco como no poema de Mia Couto: “Os outros de mim,/fingindo desconhecer a imagem,/deixaram-me a sós, perplexo,/com meu súbito reflexo.// A idade é isto: o peso da luz/com que nos vemos”. (in Idades Cidades Divindades).

A saber:

– As células da glia são essenciais para o funcionamento do sistema nervoso;

– As células da neuroglia estão presentes no sistema nervoso central. No sistema nervoso periférico há células equivalentes, que alguns autores incluem na classificação de células da neuróglia e outros consideram como uma categoria separada;

– Há várias populações de células da neuroglia no sistema nervoso central: a astroglia (composta essencilamente por astrócitos), oligodendroglia (composta por oligodendrócitos) e a microglia (o forte do nosso sistema nervoso, já que estas células actuam na defesa do tecido nervoso).

– No sistema nervso periférico, temos as células Schwann.

–  As células Schwann e os oligodendrócitos envolvem os neurónios com uma bainha chamada de mielina.

Referência: L. Soreq et al., “Major shifts in glial regional identity are a transcriptional hallmark of human brain aging,” Cell Reports, doi:10.1016/j.celrep.2016.12.011, 2017.