Arquivo da categoria: Ciência e Arte

PHOTOGRAPHY # 24 Vida Num Tronco

 

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A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes.

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é genealogista, licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós- -Graduado em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:

– Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

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II Semana da Ficção Científica – Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Nos dias 14 e 15 realizou-se a II Semana de Ficção Científica novamente por iniciativa do Departamento de Física e Astronomia da FCUP em colaboração com o INESC TEC. No Dia das Palestras e sob o tema “Inteligência Artificial”, assistimos a apresentações do Professor Orfeu Bartolami (Ética evolutiva, livre arbítrio e inteligência artificial), Professora Fátima Vieira (Utopia e Ficção Científica: uma apologia da leitura), Doutor Rui Moura (Astronáutica, uma visão de um docente da FCUP ) e Luís Filipe Silva (Cérebros positrónicos, lagostas e outras singularidades: inteligências artificiais na Ficção Científica). Durante a tarde, houve um debate com o tema “Inteligência Artificial: Moralidade e Ética”, no qual participei. Tendo sido pedido a cada convidado para fazer uma pequena introdução sobre o tema, após o qual se partiria para o debate, apresentei quatro livros, três considerados essenciais para a temática de Inteligência Artificial e um mais recente que mostrar uma união salutar entre a arte e a ciência.

1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno. [Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
1) Tomorrow Sometimes Comes, F. G. Rayer, da década de cinquenta, em que o confronto Homem-Máquina ocorre num cenário pós holocausto nuclear, entre o general que inadvertidamente o causou e um computador maligno.
[Em Portugal, foi publicado na colecção Argonauta sob o título Inconstância do Amanhã]
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
A Nave Invencível (título português, na colecção Argonauta), Stanislaw Lem, da década seguinte, um livro fundamental, ainda em 2014 citado na International Review of Information Ethics como tendo definido o termo necroevolution, ou seja, a evolução de matéria inanimada, sendo neste caso especifico, máquinas alienígenas abandonadas num planeta que desenvolvem inteligência complexa. O romance aborda diversos aspectos filosóficos ainda hoje presentes em muitas questões.
River of Gods, Ian McDonald Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
River of Gods, Ian McDonald
Este romance de 2004 propõe uma Índia em 2047 em que a inteligência artificial (os eiais) são exterminados quando passam o teste de Turing (ou seja, quando em termos mentais, as suas respostas são indistinguíveis de seres humanos). Uma das frases mais lapidares do romance é “To be human is to transcend the rules”, ou seja ser humano é transcender as regras. Esta frase é um duplo desafio, em primeiro lugar ao postulado de Descartes Penso, Logo Existo, que passaria a ser Transgrido, logo sou uma pessoa, e às três Leis da Robótica de Asimov, indicando que só podemos ter inteligência artificial se esta for capaz de as transgredir.
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Finalmente, a antologia Beta-Life: Short Stories from an A-Life Future (Science-Into-Fiction), by Frank Cottrell-Boyce, Stuart Evers, Julian Gough, et al (2014), apresenta histórias com questões actuais sobre a Inteligência Artificial, tendo o mérito de ter unido aos pares 38 escritores e cientistas, numa união criativa estreita entre Arte e Ciência incomum nas antologias.

Termino com a citação de Frederick Pohl, citada duplamente nesse dia: Uma boa história de ficção científica não só prevê o automóvel mas também os engarrafamentos.

Agradecimentos:

Agradeço ao João Barreiros os bons conselhos na escolha destes livros e o ter enviado o link da antologia, que eu desconhecia.

Links

http://www.syfy-scientific-review.org/

http://www.syfy-scientific-review.org/dia-de-palestras-15-setembro-2016

 

Texto de AMP Rodriguez

 

PHOTOGRAPHY # 22 Uvas do Norte Alentejo

 

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A Ciência do Leitor Luís M. Guapo Murta Gomes.

Luís Miguel Guapo Murta Gomes é genealogista, licenciado pré-Bolonha, em Biologia (Ramo Científico-Tecnológico em Biologia Animal Aplicada) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Pós- -Graduado em Ciências da Informação e da Documentação, variante Arquivos, pela Universidade Fernando Pessoa (Porto).

Neste momento é autor de 2 livros:

– Santo Estevam de Fayoens um morgadio flaviense

– A Empresa de Viação Murta

Poema do Homem Novo

Como o Astropt assinalou, no dia 20 de julho de 1969 o Homem chegou à Lua. Foi há 47 anos!
Queria deixar a minha homengem trazendo um poema de António Gedeão:

Poema do Homem Novo
Niels Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.

Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.

A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.

Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num borborinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.

Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.

Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.

Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.

António Gedeão, in ‘Novos Poemas Póstumos’

Coisas que se podem encontrar em Bibliotecas!

Em bibliotecas podem ser encontrados diversas coisas. Uma delas é uma cópia da primeira edição do ” Principia Mathematica” do  Isaac Newton (1687).

newton

Fotografia tirada pelo meu amigo Rui na Biblioteca Carolina Redeviva numa das 15  bibliotecas de Uppsala (Suécia).

Se encontrarem mais coisas interessantes em bibliotecas, por favor digam-nos!

 

 

Chuva de Ouro

Olá a todos!

Hoje trago-vos uma das experiências químicas que mais gostaria de ter feito em toda a minha vida – a Chuva de Ouro.

Para realizar a experiência, basta dissolver iodeto de potássio e nitrato de chumbo em separado e posteriormente adicionar as duas soluções, primeiramente de forma bastante lenta e começa a denotar-se a formação de iodeto de chumbo (que aparece com a cor amarela brilhante). Deve guardar-se um pouco de iodeto de potássio para que possa ser utilizada no final.

O iodeto de chumbo é solúvel pelo que conseguimos obter uma solução límpida. Seguidamente deve juntar-se o resto da solução de iodeto de potássio que aguardamos inicialmente e deve realizar-se o aquecimento da solução (ou basta que quando as soluções iniciais tenham sido formadas se use água quente).

Deixa-se assim que o balão arrefeça à temperatura ambiente, o que conduz à formação de placas hexagonais de cristais com um brilho maravilhoso e que se movem em torno da solução.

E ainda mais maravilhoso é assistir a como tudo isto acontece e o espectáculo maravilhoso a que dá origem…

Esta é uma das experiências que me faz lembrar o fio de pó que paira no ar e é iluminado pelo brilho do Sol pela manhã.

Vejam e apreciem; bem-vindos à magia das soluções – porque os físicos e matemáticos apresentam problemas, mas apenas os químicos as soluções!

 

ADNY # 102- Ciência em Cena

À  Descoberta No Youtube (ADNY) encontrei o ” Ciência em Cena“.   O ” Ciência em Cena“.

o ” Ciência em Cena” é um concurso de ideias criativas, criado pelo Descobrir Gulbenkian e pela Maratona da Saúde, que pretende  atrair os jovens estudantes  (9º, 10º, 11º, 12º anos e ensino profissional) pelo conhecimento científico, informar e sensibilizar para as diversas doenças.  Este ano,  foi pedido aos estudantes que explorassem o  o cérebro e as doenças neurodegenerativas. A final foi no passado dia 12 de março e os 3 vencedores foram :

  • ASK ,
  • 
NEURODEGENERESCÊNCIA: SÓ TU FARÁS A DIFERENÇA!,
  • 
ELA
.

Vejam os vídeos:

ASK 

NEURODEGENERESCÊNCIA: SÓ TU FARÁS A DIFERENÇA!

ELA

 

Dia Mundial da Poesia 2016

Neste dia mundial da Poesia, trago um poema de António Gedeão.

Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.